Publicado em 17/03/2014 ás 01h45 atualizado em 23/03/2014 ás 04h48

Praça do Caló é invadida por andarilhos, mendigos e usuários de drogas

O local onde vai ser reconstruída a Concha Acústica foi fechado por tapumes pela Prefeitura Municipal, porém, pessoas mal intencionadas quebraram parte do material para ter acesso a parte interna de uma sala que foi construída para ficar atrás da Concha.
Creditos: Diemmys Rodrigues

A Praça Miguel Mofarrej, mais conhecida como “Praça do Caló” por ser localizada ao lado da Escola Estadual Domingos Camerlingo Caló, por muitos anos foi cartão postal da cidade de Ourinhos, abrigando festividades e abraçando quem chega na cidade pelo Terminal Rodoviário. 

Um local que deveria ser bem cuidado pela administração pública, simplesmente vive dias de completo abandono. E pior, foi invadido por andarilhos, mendigos e usuário de drogas, se tornando alvo operações policiais e escândalos. A população das imediações sofre com o descaso com um dos locais que já foi uma grande área de lazer da cidade.

Localizado em frente ao Centro Cultural, pais de alunos da Escola de Bailado e de Música o local não deveria estar entregue ao caos. O repórter fotográfico do Jornal Novo Negocião há alguns meses flagra situações como tráfico de drogas em plena luz do dia, mendigos e andarilhos usando a praça como banheiro ao ar livre.

O local onde vai ser reconstruída a Concha Acústica foi fechado por tapumes pela Prefeitura Municipal, porém, pessoas mal intencionadas quebraram parte do material para ter acesso a parte interna de uma sala que foi construída para ficar atrás da Concha. As salas com banheiros foram completamente depredadas e se tornou local para diversos atos ilícitos.

Como podemos observar nas fotos, muita sujeira foi encontrada, mais de 30 camisinhas usadas se espalham no chão – onde usuárias de drogas se prostituem a troco de pedras de crack, latas usadas para o consumo do crack e até fezes humanas. Durante o dia, é fácil observar mendigos pedindo dinheiro a pessoas que passam nas ruas, que estão sendo evitadas pelos cidadãos de bem. 

O caso do grande número de andarilhos na cidade de Ourinhos foi até citado na Câmara Municipal, onde alguns vereadores pediram providências ao poder público. Confira a declaração do vereador Vadinho, na última sessão da casa de leis de Ourinhos, na segunda-feira (10). 

“Eu gostaria de falar de um requerimento que requer informações sobre o aumento do número de andarilhos, migrantes, drogaditos nessa cidade. É um absurdo, o que aumentou o número de andarilho nessa cidade é alarmante. Isso é horrível pra nossa cidade, o que nós estamos ouvindo é que em outras cidades estão pagando as passagens para essas pessoas descerem em Ourinhos. E a nossa população, e a segurança das nossas crianças¿ Existem lugares como a Praça do Caló, Rodoviária onde dizem algumas pessoas que estão sendo tomadas providências, mas essas providências não tem sido o bastante. Precisamos tomar previdências urgentes, a nossa população está completamente desprotegida, é necessário um trabalho mais eficaz”

 

O vereador Tico da Boa Esperança recebeu uma carta dos fiéis cristãos que frequentam a Catedral de Ourinhos, onde essas pessoas pediam providências do poder público para com essas pessoas. O edil afirmou que já entregou a carta para a prefeita Belkis, e leu na íntegra a carta na última sessão. 

“Por meio deste, por não dispor de verbas públicas e ser de interesse pessoal e da população de nossa cidade juntamente com muitos munícipes estamos preocupados com o índice de moradores de rua na nossa cidade bem como migrantes que passam e permanecem por longos períodos se instalando em nossa cidade. Sabemos que é direito de ir e vir de cada cidadão brasileiro conforme a constituição, mas nos preocupa quanto o seu bem, como esta sua saúde e as causas que levaram a estar nessa situação.

Então propomos que seja feito um levantamento dessas pessoas. Sabemos que existe um programa de assistência a moradores de rua bem como a imigrantes em nossa cidade, mas o que estamos vendo é que está precário pois todo morador de rua que encontramos se diz menosprezado tanto pelo governo municipal estadual quanto federal. É muito interessante ver divulgado na mídia que a prioridade do governo federal é a questão com o social, mas não entraremos nesse mérito. 

O que nos compete é a cidade que moramos e tanto amamos, então venho propor um trabalho conjunto com os órgãos competentes para discutirmos essa situação. É importante participar desse debate um representante do judiciário, o promotor da vara da infância e juventude, um representante do conselho do juizado de menores, da Polícia Militar, Polícia Civil, um representante do poder legislativo, prefeita da nossa cidade e secretário de assistência social para que possamos traçar um plano de trabalho conjunto antes que essa situação se torne uma epidemia lesando assim nossa cidade, nosso comercio e nosso município”

Em nota, a Secretária de Assistência Social Maria Aparecida Finotti Oliveira a "Cidinha" afirmou que “Temos atendimento pelo SOS no caso de abrigamento e a entidade NAIA para a realização do serviço de abordagem nas ruas. Encaminhamos os "trecheiros" que não são de Ourinhos para suas cidades de origem.

Temos uma rede de atendimento com a Secretaria de Saúde, via Centro de Saúde I "Postão", para os encaminhamentos para a área de Saúde Mental no caso de tratamento ambulatorial e hospitalar, bem como para outros tratamentos, inclusive em hospitais da região. No momento conseguimos sucesso em 21 moradores, recuperando-os, ressocializando, encaminhando para tratamento hospitalar dentre outros procedimentos".

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