Publicado em 14/07/2017 ás 10h53

SUS só paga 60% dos custos dos procedimentos da Santa Casa, diz administrador

Fernando Abreu abre o jogo sobre a realidade financeira da Santa Casa de Ourinhos e conclama a população para colaborar na campanha de arrecadação em parceria com a SAE
Creditos: Alexandre Mansinho

Alexandre Mansinho

A Santa Casa de Ourinhos sempre ocupa o centro das polêmicas quando o assunto é saúde pública. Nos últimos meses, sobretudo no período das eleições municipais, todos os planos dos candidatos – tanto a prefeito quanto a vereador – envolviam mudanças de estratégia envolvendo esse hospital. Com a nova gestão do executivo municipal, em 2017, houve diversas mudanças de logística quanto ao atendimento à população vinda do SUS. No entanto, mesmo com a reserva de leitos para os ourinhenses que advém do UPA ou que dão entrada pelo pronto socorro, a demanda supera em muito a capacidade de atendimento.

Fernando Alberto Paterno Abreu, administrador da Associação Santa Casa de Misericórdia de Ourinhos, vê com bons olhos as críticas e reconhece que o problema é grande – impossível de se resolver apenas com boa vontade: “hoje nosso hospital tem que complementar, em média, 40% dos valores dos procedimentos feitos pelo SUS – a tabela dos repasses está defasada – isso contribui muito para as atuais restrições (...) para subsidiar esses 40%, nós contamos com doações, repasses feitos de atendimentos particulares e convênios e, principalmente, emendas parlamentares”.

O que dizem os pacientes - Em uma visita à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) nossa equipe flagrou dois pacientes que, segundo seus acompanhantes, estavam “esperando vaga na Santa Casa”. De fato, segundo o protocolo adotado em conjunto pela Secretaria de Saúde e as demais instituições, é necessário que todos os pacientes sejam levados à Unidade de Pronto Atendimento e, caso o profissional médico recomende, esse paciente é conduzido à Santa Casa para atendimento emergencial ou para internação. O pai de S.D.S, 26 anos, é um desses pacientes: “meu pai foi diagnosticado pelo médico aqui na UPA com princípio de enfarte – estamos há 5 horas aguardando transferência para o hospital (...) o que eles nos explicam é que os leitos são poucos – mesmo nós sendo de Ourinhos”, reclama.

Omissão de socorro - O vereador Vadinho, na sessão da Câmara do dia 10 de julho último, pediu, via requerimentos, vários esclarecimentos à Secretaria de Saúde sobre reclamações feitas pelos usuários, principalmente relacionados aos atendimentos de urgência e emergência. Segundo o vereador, os leitos insuficientes acabam configurando “omissão de socorro” e é urgente que “os responsáveis esclareçam quais são os motivos de tantas reclamações”. Em contraponto, o vereador Alexandre Enfermeiro tentou justificar dizendo que é urgente que se busque novas fontes de custeio: “é necessário que o governador Alckmin tenha mais sensibilidade ao enviar recursos para nossa cidade, o AME (Ambulatório Médico de Especialidades) também passa por restrições e isso acaba comprometendo todo o sistema”.

Reuniões para reestruturar o sistema - Conforme dito pelo administrador da ASCMO, na próxima semana haverá uma reunião com todos os operadores de saúde pública de Ourinhos para, mais uma vez, rever os protocolos de atendimento e buscar diminuir as reclamações da população que precisa ser transferida para a Santa Casa para um atendimento de maior complexidade.

Campanha com a SAE - Em busca de novas fontes de subsídios, a ASCMO firmou convênio com a SAE permitindo que a população possa fazer doações de qualquer valor através da conta de água.

O Hospital será alvo de intervenção? - Alguns órgãos de imprensa divulgaram que há irregularidades fiscais na ASCMO e que todo o hospital seria alvo de uma intervenção por parte do Ministério da Saúde – tal notícia não é verdade. Conforme o Jornal Negocião apurou, o que há é um grande número de requerimentos, por parte da Câmara dos Vereadores, que pede o esclarecimento de alguns assuntos relacionados ao número de leitos e o número de atendimentos.

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