Publicado em 14/07/2017 ás 05h19

Oncologia da Santa Casa carece de recursos para ter plena capacidade, diz especialista

Embora o atendimento aos conveniados do SUS já esteja ocorrendo, a verba destinada ainda é pouca em relação à capacidade
Creditos: Arquivo Jornal Negocião

Alexandre Mansinho

Há alguns meses, Ourinhos e cidades vizinhas comemoravam o credenciamento do setor de oncologia da Santa Casa junto ao SUS, fato que representou um passo importante para ratificar o município como polo de referência para atendimento médico de alta complexidade. No entanto, embora já existam pacientes do SUS sendo tratados em Ourinhos, a verba destinada a esses atendimentos (chamada de teto) é muito inferior a demanda e também inferior a capacidade técnica de atendimento.

Dr. Norberto, especialista em oncologia, diz que os resultados positivos já começam a ser colhidos, mesmo com o teto sendo insuficiente: “temos pacientes que estavam há 8 meses na espera, sem nenhum procedimento sendo feito e hoje retomaram o tratamento aqui mesmo em Ourinhos (...) Jaú, Bauru e até Botucatu estão com muita demanda; se pudermos usar toda a nossa capacidade de atendimento, todos serão beneficiados”. 

Histórias de luta - Regiane Ramos, pedagoga, descobriu um câncer em meados de outubro do ano passado: “estava fazendo o autoexame e percebi um caroço, como já tinha vários casos na família eu me preocupei – fui ao posto de saúde e a médica me deu uma guia (...) demorou bastante tempo para eu conseguir a tomografia, mas quando o exame ficou pronto a verdade apareceu. Eu tinha um tumor cancerígeno de 6 centímetros”.

Regiane conta que o hospital de referência, o Amaral Carvalho em Jaú, já estava sobrecarregado – por isso o caso dela foi mandado para Bauru: “a viagem é cansativa, mesmo com o atendimento bem feito (...) além das dificuldades da doença surgem as dificuldades financeiras”. Hoje, Regiane segue seu tratamento em Ourinhos: “não há comparação, vou para minhas sessões de moto táxi, todo o processo não dura mais que 1 hora, o credenciamento foi uma vitória para nós – aqui estou mais perto da minha família e o apoio dos que gostam de mim é primordial para a cura”.

L. J. F., 39 anos, conta que o câncer ainda é um tabu e que tem medo do preconceito: “eu demorei a aceitar, pensei em suicídio até. Se não fosse o apoio da minha família, acho que já não estaria aqui (...) precisei deixar o emprego e hoje vivo de ajuda dos outros, depois de terminado o tratamento não sei se irão querer me contratar – as pessoas tem muito medo dessa doença”.

L. J. F. conta que sofreu muito no início do tratamento, as viagens até Jaú eram desgastantes e ela sofreu reações severas aos medicamentos. No entanto, mesmo com todas essas dificuldades, hoje ela está um pouco melhor: “fazer as sessões aqui em Ourinhos tornou o tratamento menos penoso – ainda não estou bem, mas só de não precisar viajar já é uma vitória”.

Luta pela verba - Fernando Paterno, administrador da ASCMO (Associação Santa Casa de Misericórdia de Ourinhos), revela que no último dia 10 esteve, juntamente com Celso Zanuto, reunido com representantes da Secretaria Estadual da Saúde e agendou, para a próxima semana, uma reunião na regional para discutir questões referentes à verba: “as garantias ainda não foram , o teto com o qual trabalhamos hoje é o mesmo com o qual Assis trabalhava (...) acredito que, na próxima semana, tenhamos notícias positivas quanto à ampliação do número de pacientes atendidos”.

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