Publicado em 11/08/2017 ás 12h55

“Gabriel não é talarico, ele fez o que fez pra me proteger”

Em entrevista exclusiva ao Jornal Negocião, Cilene Aparecida fala sobre os planos que foram interrompidos pela tragédia que abalou Ourinhos na manhã do dia 8 de agosto
Creditos: Arquivo Pessoal/internet

Alexandre Mansinho

Jovem e mãe, 25 anos de vida e milhares de sonhos: essa é Cilene – que acabou sendo o pivô de um crime bárbaro que chocou os moradores da cidade. O Jornal Negocião conseguiu falar com Cilene através das redes sociais. Ainda muito abalada a moça pediu para que essa conversa só fosse revelada quando Gabriel se entregasse, o que aconteceu ontem quinta-feira, dia 9.

Entenda o caso - Na manhã do dia 8 de agosto, aproximadamente às 10 horas da manhã, Luís Rodolfo foi morto por Gabriel Oliveira com 3 facadas. O crime aconteceu na rua Noburo Endo, Jardim Anchieta. Os pormenores já indicavam que teria sido um crime passional: morte violenta, arma branca (faca), plena luz do dia e local público. Com um pouco mais de apuração por parte da equipe de jornalismo do Negocião, o restante da história veio à tona: o crime teria acontecido porque Rodolfo não aceitara o fim do relacionamento com Cilene, moça com a qual ele tinha uma filha. “Eu queria uma vida nova, Rodolfo não queria largar o crime” - Rodolfo estava preso, condenado por tráfico de drogas, restava pouco tempo para que o jovem saísse do sistema prisional. Ele estava pelas ruas de Ourinhos beneficiado pela saída temporária para o dia dos pais (mais conhecida como “saidinha”). Segundo Cilene, mesmo cumprindo pena e “de saidinha”, Rodolfo não abandonara o crime: “ele estava traficando, não queria largar o crime – eu queria vida nova para mim e minha filha (...) o processo de divórcio já estava correndo”.

“Gabriel não é talarico, eu já estava separada de Rodolfo fazia mais de um ano” - Para os leigos, “talarico” é o nome que recebe o homem que assedia mulher comprometida. O código de ética do crime abomina a “talaricagem” e a considera falta gravíssima, que só não é maior que o crime de estupro.

Quando o indivíduo é preso, a mulher dele deve continuar fiel, sob pena de ser morta. No entanto, segundo Cilene, isso já não se aplicava mais a ela: “eu já estava separada de Rodolfo a mais de um ano, não queria mais nada com ele. Gabriel e eu estávamos querendo uma vida nova, longe do crime, mas o Rodolfo não me deixava em paz. Mesmo de dentro da cadeia ele ficava ameaçando e dizendo que iria matar eu e Gabriel”.

Segundo Cilene, o enfrentamento de Gabriel contra Rodolfo era a única forma dos dois poderem seguir com suas vidas: “nenhum de nós dois queria que terminasse assim”.

“As pessoas estão me julgando sem conhecer meu lado da história” - Cilene critica a mídia ourinhense e diz que as pessoas não param de falar absurdos pelas redes sociais: “estão me julgando sem conhecer o meu lado da história, ninguém queria que isso acontecesse. Eu só sou uma mãe querendo criar minha filha em paz com o homem que eu amo”.

A moça insiste que, embora Gabriel já tenha tido seus problemas com drogas também, ele estava mudado e queria ter uma vida honesta.

O que falta explicar - Populares ouvidos pelo jornal alegam que a vítima havia se encontrado com Gabriel e feito ameaças, mostrando um revólver. Há quem diga também que o homicídio não ocorreu no local em que o corpo foi deixado. Ainda paira também uma dúvida quanto o fato de Rodolfo ter tomado três facadas e não ter reagido. Suspeita-se que Gabriel tenha tido ajuda de, no mínimo, mais duas pessoas. No entanto, conforme dito no início do parágrafo, essas são apenas hipóteses.

O que diz a Policia Civil - Dr. Pedro Telles do Nascimento, delegado que assumiu o caso, recebeu o Jornal Negocião e fez questão de dizer que ainda há alguns pontos que serão esclarecidos no decorrer das investigações: “O que eu posso dizer a princípio é que houve um homicídio qualificado e que, antes mesmo de Gabriel Oliveira ter procurado a DIG para se entregar, nós já tínhamos o mandado de prisão em mãos (...). A princípio temos a prisão temporária, de 30 dias, que, pelo que tudo indica, será convertida em preventiva (...) não há sinais de defesa na vítima, isso reforça a tese de que o crime foi cometido de surpresa (...) no entanto, temos que ter diligência e responsabilidade nesse caso, mais ainda do que geralmente temos, porque se trata de dois jovens, um que perdeu a vida e outro que está no sistema prisional (...) se trata também de duas famílias que estão despedaçadas”.

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