Publicado em 13/08/2017 ás 09h33 atualizado em 14/08/2017 ás 09h23

Assassino de Josiane não terá "proteção" da polícia

Feminicídio: Policial aposentado mata ex-mulher com tiro na cabeça por ciúmes
Creditos: Alexandre Mansinho

Alexandre Mansinho

A história se repete: relacionamento abusivo, registros de boletins de ocorrência na Delegacia de Defesa da Mulher, reconciliações, promessas, retirada de queixas, mais brigas, mais separações, crise de ciúmes e assassinato.

1h00m da manhã desse domingo, Josiane Calixtro, 36 anos, promotora de vendas e mãe de dois filhos, não resistiu aos ferimentos e faleceu na Santa Casa de Ourinhos. A moça lutou pela vida com bravura desde que fora atingia covardemente por 3 tiros, dados pelo ex-marido Wellington da Silva.

ENTENDA O CASO

Josiane e Wellington foram casados e tinham um relacionamento muito conturbado. A irmã de Josiane, Cristiane Calixtro, disse ao Jornal Negocião que a família não gostava de Wellington, porque ele era “arrogante, violento e prepotente” (sic). 

Registros de boletins de ocorrência por violência doméstica na Delegacia de Defesa da Mulher de Ourinhos e o recolhimento da arma pessoal de Wellington já dão conta que o relacionamento era abusivo – porém, depois de reatarem mais uma vez, o B.O. foi retirado e a arma devolvida. 

No entanto, na noite de ontem, amigos e familiares da vítima afirmam que eles estavam, mais uma vez, separados e que Josiane estava sendo vítima de perseguição por Wellington, já que a moça decidira não reatar mais o relacionamento. 

Testemunhas dizem que Josiane estava com amigos no bar e restaurante Liverpool em Ourinhos, Josiane foi perseguida por Wellington e, na frente de diversas testemunhas, recebeu 3 tiros.

“A polícia vai proteger ele, que nem protegeu o assassino do menino da Fapi”

A reportagem do Negocião conversou com vários amigos e familiares de Josiane que estavam em vigília na porta da Santa Casa. O que todos diziam é que havia o medo de, ao se entregar depois de 48 horas, Wellington respondesse em liberdade: “lembra o caso daquele menino que tomou um tiro de graça na Fapi? Então, o policial está solto (...) será que a polícia não vai proteger o Wellington também? Não duvido nada”, disse uma amiga de Josiane.

“Wellington está foragido e está sendo procurado, quer hoje quer daqui a quantas horas forem, ele será preso”, diz Dr. Pedro Otávio Teles do Nascimento, delegado substituto da DIG de Ourinhos. 

Dr. Pedro tranquiliza a família e os amigos de Josiane dizendo que, na segunda feira (dia 14 de agosto) ele já elaborará o pedido de prisão temporária e, com base na sua experiência, acredita que o juiz ira acatar o pedido. Com a prisão temporária decretada, não há meios de ele ficar em liberdade: “as provas são robustas e há testemunhas (...) a família e a população pode ficar despreocupada”, completa Dr. Pedro.

OURINHOS TEM DOIS ASSASSINOS FORAGIDOS

Após uma semana violenta na cidade, Ourinhos conta agora com dois assassinos foragidos, um do caso da execução de Valdir Vitor, que ainda não teve sua identidade definida, e, agora, Wellington da Silva.

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