Publicado em 09/10/2017 ás 08h35

Reorganização no trânsito de Ourinhos provoca elogios, polêmicas e protestos

Sob a orientação técnica do arquiteto e urbanista Fábio Trovo, diversas mudanças foram realizadas na dinâmica do trânsito ourinhense na zona urbana e, segundo pessoas envolvidas no projeto “muito mais alterações ainda estão por vir”.
Creditos: Alexandre Mansinho

Alexandre Mansinho

O início foi tímido – um prolongamento de calçada, uma ou outra criação de vagas em 45 graus e algumas implantações de radares fixos. Porém, nas últimas semanas, mudanças mais profundas na estrutura do trânsito de automóveis na zona urbana têm provocado elogios e ruidosos protestos.

Há quem diga que as mudanças estão beneficiando a segurança do pedestre e há quem diga que as alterações “não têm pé nem cabeça” e prejudicam o cotidiano do comércio. A equipe de reportagem foi procurar todos os envolvidos na questão e ouviu quem protestou, quem elogiou e, sobretudo, quem está diretamente envolvido na engenharia das alterações.

Governo da mudança - “O povo gosta mesmo é de reclamar, o ‘cara’ não veio com a história de ‘governo da mudança’? Então, pra que ficar ‘chiando’?”, diz E.T.R., motorista entrevistado no intervalo do semáforo do cruzamento das ruas dos Expedicionários e Nove de Julho. Outro motorista, que pediu para ser chamado apenas de Sérgio, criticou as alterações: “estão enchendo a cidade de ‘funil’, o trânsito tá ficando mais amarrado”, critica. 

Educação para o trânsito - O presidente da SubSede Ourinhos da Ordem dos Advogados do Brasil, Dr. Roberto Zanoni Carrasco, ressalta que é urgente a implantação de projetos de educação para o trânsito, de preferência em conjunto com o Conselho Municipal de Trânsito (CMT), com a Polícia Militar e com as escolas da rede pública: “precisamos fazer um grande projeto de educação para o trânsito, precisamos envolver toda a comunidade e tornar esse projeto algo permanente – carrinhos articulados e simulações de trânsito para as crianças poderem “dirigir”, palestras e campanhas de conscientização em todos os espaços públicos, “pedágios” com entrega de panfletos e orientações (...) essas alterações que estão sendo feitas sem a participação da comunidade são prejudiciais”.

O Conselho Municipal de Trânsito - Uma grande crítica contra o governo municipal é que não havia um conselho de trânsito e todas as mudanças foram implantadas sem ouvir os setores da sociedade que deveriam prioritariamente opinar. Em agosto de 2017 o conselho foi criado e, embora não tenha tido nenhuma reunião ainda, já trouxe uma tranquilidade maior, sobretudo para os comerciantes, que tem sido a categoria que mais se incomodou com as alterações: “eu estou vendo com bons olhos o projeto de reestruturação do trânsito que tem sido implementado pela prefeitura (...) agora, com um conselho municipal dedicado ao tema, iremos poder opinar e até pedir algumas modificações quando isso for necessário”, diz Antônio Dirceu Moreira, representante da Associação Comercial e Empresarial (ACE) de Ourinhos no recém criado CMT.

Uma reunião para “pôr os pingos nos ís” - Alexandre Dauage, o vereador Zoio, conversou com a reportagem do jornal e disse que essa acusação de falta de comunicação acerca das mudanças é, na sua visão, um pouco exagerada: “já houve no mínimo três reuniões sobre o tema com alguns setores da sociedade, mas, com a criação do CMT, acredito que isso será uma página virada (...) o arquiteto Fabiano Trovo, responsável técnico, tem um projeto bem articulado para reorganizar o fluxo de veículos em nossa cidade (...) Ourinhos cresceu muito, a região central é pequena em vista da quantidade de carros que recebe”.

Os comerciantes reclamam falta de comunicação - Alexandre Mariani, vice-presidente da ACEO, esteve reunido com o arquiteto Trovo e o vereador Zoio e, procurado também por nossa equipe, manifestou sua opinião: “as mudanças foram sim feitas sem ouvir os comerciantes, recebemos relatos de empresários que “foram dormir com o trânsito de uma determinada forma e, quando chegaram para trabalhar estava tudo mudado” (...) porém, após ouvir o arquiteto, fiquei mais tranquilo por ver que há um plano até que bem articulado para melhorar o fluxo de veículos em nosso cidade”.

O protesto dos comerciantes da Cardoso Ribeiro valeu a pena - A primeira mudança no trânsito que provocou muitos protestos foi a proibição de estacionamento em dois quarteirões da Cardoso Ribeiro. Os comerciantes que “perderam” vagas de estacionamento foram à prefeitura pedindo que fosse providenciado, ao menos, um local para carga e descarga, além de a instalação de um gradil para proteção dos pedestres na calçada do Centro Pastoral da Matriz. O Departamento de Trânsito anunciou que essas demandas serão atendidas.

A palavra do arquiteto - “Ourinhos tem uma frota de veículos que ultrapassa o número de 67 mil automóveis, há também uma frota de veículos de outras cidades que vem para nossa cidade para, principalmente, comprar em nosso comércio (...) essa frota flutuante é de 11 mil automóveis (...) todo esse fluxo, que chega perto dos 80 mil veículos, tem no centro da cidade seu foco principal (...) precisamos garantir a segurança dos pedestres e garantir que o fluxo seja mantido (...) as obras que estão sendo realizadas e a reestruturação que estamos promovendo tem esse objetivo”, diz o arquiteto e urbanista Fabiano Trovo, responsável técnico do Departamento de Trânsito.

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