Publicado em 13/11/2017 ás 05h43

O drama de quem está vendo sua própria casa partir-se ao meio

Casal da Vl. São José espera uma resposta de ressarcimento da SAE há meses
Creditos: Arquivo Pessoal

Eduarda Schuh

Desde o final de 2016 a casa de Dionis Codeschini, localizada na Rua Cambará 1397, vem cada vez mais sendo destruída por rachaduras e infiltrações. A princípio, as causas das infiltrações eram de origem desconhecida, entretanto, após alguns meses, descobriram que um vazamento existente fora da casa, na calçada, era o grande causador das rachaduras.

A SAE (Superintendência de Água e Esgoto) foi contatada por Dionis e sua esposa, Jessica Barbosa, e enviou seus funcionários para verificar o caso, ainda em 2016. Através de um buraco escavado próximo ao vazamento, descobriram que o problema de fato se tratava de uma falha na estrutura, na qual a responsabilidade era da SAE. Assim, o reparo imediato foi solicitado e executado.

Depois da primeira visita, servidores responsáveis pela fiscalização foram até a casa de Diones e Jessica. A casa foi avaliada e um laudo que registrava e solicitava a necessidade de reparação de responsabilidade da SAE foi feito. A superintendência pediu para que três orçamentos para os reparos fossem apresentados.

Desde então, a SAE não respondeu mais ao caso. Dionis ao procurar saber o que havia acontecido descobriu que, na verdade, o seu processo estava arquivado e sem a assinatura do superintendente responsável por autorizar o andamento deste tipo de situação. Considerando que o prazo de resposta deste processo era até julho de 2017.

Durante este tempo de espera, por conta da estrutura já comprometida da casa, os danos foram aumentando cada vez mais. Em todas as partes da casa existem rachaduras. O principal medo dos moradores é de que a casa, literalmente, caia em cima deles. 

Por meio das redes sociais, o casal está procurando apoio da população para cobrar uma atitude da SAE. A resposta dos internautas e da mídia mostra a indignação com a falta de resposta da autarquia, que é responsável pela prestação de serviços para a população.

A SAE notificou que "[...] ficou verificado a existência das trincas no imóvel, mas, sem a afirmação de que a SAE seja responsável por elas. Há uma avaliação preliminar de que o problema possa ter sido agravado pela falta de fundação do imóvel". A empresa declarou que a verificação do caso em 2016 faz parte do trabalho da SAE, mas não assumiu a responsabilidade pelas falhas.

A nota do assessor de imprensa da SAE para o Jornal Negocião, explica que o pedido do orçamento não foi uma confirmação de que a obra seria realizada, "[...] a coleta de orçamentos para o serviço é uma praxe da SAE para o embasamento do processo". Afirmando ainda que nestas condições, uma avaliação muito mais minuciosa teria de ser feita para a realização da obra. 

O presidente da OAB de Ourinhos, Roberto Carrasco, por meio de uma entrevista para a TV TEM, diz que é importante que Dionis e Jessica procurem um advogado. Todo o processo que aconteceu até então precisa ser reformulado com a orientação judicial ideal para que medidas efetivas sejam tomadas.

E durante esse processo burocrático, o casal ainda vive o perigo de viver em um local que está se desintegrando e lamentavelmente, assistindo a deterioração de seus bens.

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