Publicado em 08/08/2018 ás 08h27

Promotoria recebe denúncia de possível esquema de corrupção na Santa Casa de Salto Grande

Enriquecimento ilícito e formação de quadrilha que envolve médicos, administradores do hospital e membros do executivo na gestão anterior são alvo da investigação
Creditos: Alexandre Mansinho

Alexandre Mansinho

O promotor de justiça, Dr. Adelino Lorenzetti Neto falou com exclusividade ao Jornal Negocião sobre um possível esquema de corrupção que teria existido durante a gestão 2013/2016 na Santa Casa de Salto Grande.

Segundo a denúncia aceita pelo Ministério Público, alguns médicos que prestavam serviço para a população teriam recebido por serviços não prestados. Tudo isso com a anuência do governo municipal.

A reportagem procurou alguns dos citados na denúncia, mas ninguém quis se pronunciar.

O CAMINHO DO DINHEIRO - Parte da verba repassada pela Prefeitura de Salto Grande para a Santa Casa seria usada para alimentar esse esquema. O executivo transferia os valores para o hospital que os repassava para os médicos. Nesse “caminho” todos, segundo afirma o Ministério Público, teriam ciência de que a ação era irregular.

A ATUAL ADMINISTRAÇÃO - O Jornal Negocião foi a Salto Grande e conversou com Guilherme Antônio Seabra e Sandra Maria Prensler Pimentel, atuais responsáveis administrativos do Hospital e Maternidade São Sebastião – Santa Casa de Salto Grande, e os questionou sobre esse possível esquema. "Não temos nenhum conhecimento dessas possíveis irregularidades, tudo isso teria acontecido na antiga administração (...) atualmente nós tomamos muito cuidado com as documentações e registros referentes aos serviços prestados, justamente para que não haja dúvidas sobre a legalidade do uso do dinheiro público”, afirma Guilherme. 

“A subvenção vem da Prefeitura com o objetivo de pagar funcionários administrativos e equipes de saúde, inclusive essa verba complementa o valor que nos é repassado pelo SUS”, diz Sandra Pimentel.

“O caso está na 3ª Vara Cível e envolve um caso de improbidade e um caso criminal (...) nós entendemos que ocorreu o crime previsto no Decreto Lei 201/67, na área da corrupção, e na área administrativa o enriquecimento ilícito (prejuízo ao erário) (...) pelos testemunhos prestados aqui, houve um pedido incisivo por parte do prefeito na época que esse dinheiro fosse repassado aos médicos por parte da administração do hospital (...) a autora da denúncia, Marley Cristina de Almeida Pocay, trouxe até nós diversos documentos que provariam que, embora os médicos recebessem dinheiro, não houve prestação de serviços (...) os implicados na ação ainda terão mais oportunidades de apresentar suas versões (...) todos os médicos disseram que havia sim a prestação dos serviços e afirmam que há provas materiais e documentais disso (...) o processo ainda está no começo”, afirma Dr. Adelino.

A denunciante Marley Pocay também foi foi procurada pela reportagem, mas não quis dar declarações.

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