Publicado em 12/09/2018 ás 02h01 atualizado em 12/09/2018 ás 02h02

Setembro Amarelo é o mês dedicado a prevenção do suicídio

Números oficiais apontem que 32 brasileiros são mortos por dia, taxa superior às vítimas da AIDS e da maioria dos tipos de câncer
Creditos: Imagem Ilustrativa

Letícia Azevedo

O suicídio ainda é tabu entre a sociedade, e infelizmente o surgimento de novos casos têm aumentado significativamente. É considerado um problema de saúde pública e mata 1 brasileiro a cada 45 minutos e 1 pessoa a cada 45 segundos em todo o mundo. 

Evita-se o assunto, o que só colabora para o aumento dos casos, pois as pessoas muitas vezes não sabem que podem procurar ajuda. 

Mas como buscar ajuda se sequer a pessoa sabe que ela pode ser ajudada e que o que ela passa naquele momento é mais comum do que se divulga e ela imagina? Ao mesmo tempo, como é possível oferecer ajuda a um amigo ou parente se também não sabemos identificar os sinais e muito menos temos familiaridade com a abordagem mais adequada?

O Jornal Negocião ouviu o psicólogo e coordenador do Curso de Psicologia da FIO, o Dr. Fábio Sagula de Oliveira (CRP – 06/75992), a fim de esclarecer algumas dúvidas em relação ao comportamento de um suicida.

Dr. Fábio é categórico em dizer que o indivíduo nesta situação passa por algum tipo de turbulência emocional (...) é possível perceber que as pessoas que chegaram a cometer tentativa de suicídio (com ou sem êxito) dão sinal de seu sofrimento psíquico muito tempo antes do fato ocorrer. A intensidade da dor e da falta de esperança impede ao sujeito vislumbrar outras possibilidades de lidar com as questões cotidianas, e a consequência é pensar na hipótese de suicídio como a única maneira de resolver a situação. Geralmente as pessoas dão sinais – inclusive nas redes sociais – de que algo não vai bem, apresentam queda na produtividade, na vida social e chegam a se colocar em situações de risco indireto. Um aspecto importante que podemos perceber é que as pessoas que sobreviveram á tentativas de suicídio relatam um grande arrependimento imediatamente após o início ao ato, o que nos faz pensar que aquela “certeza” de querer tirar a própria vida não é de forma alguma concreta, mas sim algo desesperado – comentou Dr. Fábio.

No ponto de vista psicológico, o Dr. Fábio acredita que um profissional pode contribuir de diversas formas para minimizar os riscos que o indivíduo oferece a si mesmo (...) A possibilidade de encarar a questão do suicídio é de extrema importância para as pessoas nos mais diversos contextos (trabalho, escola, família, etc.). Vale a pena refletir acerca do que pode levar uma pessoa a identificar o ato de tirar a própria vida como solução para questões que fazem parte da vida. Viver traz inevitavelmente certa dose de sofrimento e desgaste; é preciso aprender a lidar com isso e mobilizar/desenvolver recursos psíquicos para tanto. O mesmo vale para algumas “crises” que o próprio desenvolvimento humano nos faz enfrentar, tais como a adolescência, as responsabilidades e mudanças que a vida nos coloca por exemplo. Também é válido que as pessoas não tentem mascarar o problema e sejam sinceras consigo mesmas acerca do que sentem – e caso percebam que as coisas estão difíceis, procurar ajuda”.

A importância da orientação espiritual também é imprescindível e a busca por uma religiosidade tem ajudado muita gente. A redação conversou com o Padre Flávio Mariano da Cruz, que falou sobre o assunto, de acordo com a sua experiência de religiosa.

Pe. Flávio acredita que as pessoas que têm essa pré-disposição pensam que estão num beco sem saída (...) A falta de credibilidade da família, a crescente desestrutura emocional, religiosa e até financeira, faz com que as pessoas se desesperem de tal forma, por conta da ausência desse suporte, que acabam cometendo esses atos. Independente da religião, o diálogo com Deus é essencial. As pessoas buscam na internet maneiras de deturpar e confundir os valores. Pessoas que ecoam desespero, não têm mais identidade e nem fé em nada e nem em si próprias. Pessoas que estão em depressão, síndrome do pânico são candidatas a perderem o controle e cometer o ato em si. E é por isso que se faz necessário criar um entusiasmo e uma autoestima elevada sempre. Se aceitar e se amar é a maneira mais correta de permitir que o indivíduo se encontre, se encontre com a vida. É necessário transformar as coisas ruins que o mundo nos oferece em adubo, para que o ruim seja transformado em bom – afirmou Pe. Flávio. 

O sacerdote salientou também que a Igreja está de portas abertas para atender qualquer pessoa que necessite de ajuda, conversar, se aconselhar (...) O mais importante é que as pessoas se abram, busquem ajuda e o papel da igreja é acolher, qualquer um, independente do que esteja passando. Um desabafo, talvez já seja eficaz às pessoas que acham que já não existe saída. Então a primeira coisa a se manter é a Calma. A calma e a fé salvam, portanto calma e fé – finalizou.

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