Publicado em 29/09/2018 ás 05h47

ARTIGO: O FUTURO É MULATO

Por incrível que pareça, ainda resiste no mundo o racismo e muitas discriminações por diferenças.
Creditos: Arquivo Jornal Negocião

Por Gustavo Gomes

O ser humano tem como característica a diferença entre as pessoas. A natureza é assim. Nada é idêntico.

Mas, por outro lado, o ser humano sempre teve a procura pela segurança dos iguais. Toda vez que encontramos um grupo de iguais a nós, sentimos fazer parte, pertencer. Seria tão mais fácil se todos percebêssemos que nosso “grande grupo de iguais” é ser humano.

Mas o Brasil é, talvez, o grande laboratório do futuro. Em poucos lugares do mundo a miscigenação se dá com tanta força e com tanta naturalidade. Mas falta muito.

Infelizmente, uma enorme sensação de desapontamento e desesperança tem levado a um processo de retrocesso, em todo mundo e, também, no Brasil.

Mas o futuro é mulato. Não será neste século. Mas em muito pouco tempo, não haverá mais as chamadas “raças puras”. Este conceito é uma grande bobagem, mas que a ignorância fez acreditar: as raças puras. Não existem “raças”. Todo ser humano é descendente de um ser evolutivo, e nossos primeiros avós eram negros e africanos. A geografia e a tal “seleção natural” do Darwin é que nos modificaram, em milhares de anos. Ficou branco quem precisava ser clarinho, teve cabelo liso quem precisava esquentar a cabeça, cabelo pixaim quem precisava esfriar o crânio, nariz curtinho quem respirava na neve, narigão quem precisava respirar no calor. E assim o Homem foi se moldando à natureza próxima. Mas o mundo mudou. As grandes migrações acabaram com a fixação humana. A velocidade cada vez maior dos transportes eliminou barreiras. E a magia dos encontros acabou de vez com as barreiras.

A sociedade global vai ser misturada. Se, por um lado, na pré-história a natureza foi modificando os seres, hoje, resistirão aqueles que forem mais adaptáveis e múltiplos. Permanecerão os humanos que consigam ser felizes em qualquer clima, em qualquer relevo, em qualquer língua e em qualquer crença.

E isso já começou. Os xiitas estão perdendo espaço. Talvez essa onda de retrocesso que estamos vendo no mundo (e no Brasil especialmente nesta eleição) seja o último suspiro de um moribundo.

O ser humano já percebeu que não existem maiorias. Não existe resposta exata em uma só filosofia. Cada vez mais, as respostas estão nas múltiplas visões.

Não vai haver “raças” puras. Brancos, Negros e Árabes e Orientais serão apenas referências do passado, em raízes profundas de árvores genealógicas com novas conformações, onde os galhos “pai” e “mãe” já não seguirão a lógica atual. As religiões estarão cada vez mais sincréticas e Budas, Santos e Orixás vão se abraçar nos altares. A sexualidade estará cada vez menos restritiva e o amor tenderá a ser mais importante que o sexo. As filosofias políticas deixarão de ser divisoras e, em vez de haver esquerda ou direita, haverá o “para frente”. Os países terão fronteiras apenas turísticas. A língua tenderá a ser uma só, simplificada pela inteligência do inglês e temperada pelas expressões mais sonoras de cada uma das regionalidades.

Infelizmente, não vou estar aqui para aproveitar esta experiência rica. Nascer num tempo de mudanças é um problema. Os “mutantes” são incompreendidos e os “mantentes” reagem violentamente. Mas eu volto em outras vidas para curtir esse futuro mulato.

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