Publicado em 03/11/2018 ás 06h55

Bispo diz que vereador foi irresponsável ao denunciar padre por assédio em tribuna

Dom Salvador Paruzzo se pronunciou por meio de carta lida em Sessão da Câmara Municipal de Santa Cruz do Rio Pardo
Creditos: Divulgação redes sociais

Letícia Azevedo

Na sessão da Câmara dos Vereadores de Santa Cruz do Rio Pardo, do dia 22 de outubro, o vereador Cristiano de Miranda (PSB), que acusou um padre da cidade de suposto assédio contra uma adolescente, leu no final da sessão uma carta do Bispo da Diocese de Ourinhos, Dom Salvador Paruzzo, que se manifestou sobre o assunto.

O Padre foi transferido da Paróquia de Santa Cruz do Rio Pardo. Cristiano na ocasião, afirmou que o mesmo padre teria sido expulso de uma cidade de Minas Gerais por comportamento semelhante.

A denúncia foi feita no dia 8 de outubro, quando o vereador santa-cruzense acusou o Padre Leandro Ferreira, que atuava na Paróquia Nossa Senhora das Graças, de tentar assediar menores, inclusive uma sobrinha do parlamentar.

Desde então, Dom Salvador se manifestou apenas através do Jornal Negocião, quando afirmou se tratar de um mal entendido que seria averiguado. Na carta lida pelo vereador Cristiano, o bispo afirmou que a conduta do parlamentar foi “inadequada” por expor uma acusação numa tribuna legislativa sem provas convincentes. O bispo ressaltou que, se a intenção foi prestar um serviço à igreja, “o que na realidade aconteceu foi um grande desserviço”. 

Um outro trecho da carta dizia que o vereador “teria ferido a honra do padre, ao acusá-lo sem provas (...) que o pronunciamento teria sido feito em local inadequado, onde pessoas sem poderes de corrigir o erro apenas os ouviriam e não tomariam nenhum tipo de providência, que teria ficado surpreso com as denúncias e principalmente pela repercussão causada pelo assunto”.

Segundo Paruzzo, esta foi uma escolha precipitada que pode “enxovalhar a honra de pessoas inocentes”. E completou: “Nossa Constituição consagrou a regra segundo a qual, em matéria criminal, presume-se a inocência do acusado até que provas legalmente produzidas demonstrem o contrário”. Dizia ainda o texto que o melhor caminho do vereador, se ele realmente quisesse fazer uma denúncia, era procurá-lo e não o plenário.

O vereador deixou claro que não tem nada contra a igreja católica, e que inclusive é praticante do catolicismo e afirmou que sua irmã tentou falar com o bispo, mas que ele não teria dado atenção a ela. Afirmou ainda que a omissão de um bispo, em um caso semelhante ocorrido em São José do Rio Preto, provocou uma intervenção direta do Vaticano.

O parlamentar insistiu na denúncia e disse que não tem a menor intenção em se promover com o assunto, inclusive lembrou que o religioso teria deixado a cidade logo após a denúncia, sem maiores explicações do Bispo, e que apenas quer defender a sobrinha e a cidade das tentativas de abuso do Padre Leandro.

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