quinta, 05 de dezembro de 2019

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Os prós e contras de um relacionamento amoroso

Nem todos estão preparados para iniciar ou finalizar um relacionamento íntimo com alguém

 

Juliana Neves

 

Relacionamento amoroso é uma situação de vida que mexe com pensamentos e atitudes do ser humano. Seja uma relação de casal, de amigos, filhos e pais, qualquer relação, pois conviver com o outro proporciona preocupações, tristezas, alegrias, entre outros.

Uma relação de casal pode ser entendida “como a relação íntima que duas pessoas estabelecem e que é perpassada por valores e nutrida por sentimentos de caráter positivos para cada indivíduo”, define a psicóloga clínica e especialista em terapia de família e casal, Mayara Labs.

VISÃO DA PSICOLOGIA –  Segundo a psicóloga é preciso avaliar o contexto e a cultura em que o ser humano está inserido, para avaliar seu relacionamento amoroso.

“No Brasil, atualmente, relacionamento amoroso é a união íntima de duas pessoas permeadas pelo amor, mas há muito que se ver nessa frase: existem aí múltiplas formas de ver e viver este relacionamento. O conceito de intimidade e amor é muito relativo e isso irá variar conforme o desenvolvimento e experiência de cada um. Além disso, cada abordagem psicológica, com sua visão de mundo e de homem, encara essa condição de vida de diferentes formas. Trabalho com a abordagem sistêmica, que lida com as diferentes relações que desenvolvemos ao longo de nosso ciclo de vida e a importância do diálogo em todas elas. Relacionamentos configuram-se com base no diálogo e valores que colocamos em cada relação, inclusive na amorosa”, explica Mayara.

Diante deste fato, um relacionamento amoroso pode provocar crescimento e evolução nas pessoas, bem como tristeza, estagnar a vida e fazer mal em diferentes intensidades.

 EMOÇÕES – As emoções sentidas em um relacionamento amoroso tem relação com o histórico de vida de cada pessoa.

Mayara diz que “existem aquelas pessoas que são mais otimistas, aquelas que reclamam e não veem nada de bom que acontece, aquelas que se irritam fácil, ou que se enganam com seus sentimentos, e assim vai. Acabamos por esquecer as histórias “secundárias” que podem ampliar nossa forma de ver e encarar o mundo, e trazer novas consequências tão desejadas à vida (é um dos objetivos da terapia narrativa, ampliar nossas histórias e ver nossas potencialidades, não somente o que falta)”.

Portanto, é difícil generalizar as emoções sentidas pelas pessoas que compõem uma sociedade, é preciso acreditar naquilo que sentimos para conquistar o que é desejado. Desta maneira, aceitar nossa condição, história, dificuldades e potencialidades “nos torna mais confiante, nos faz mais humano e obtemos consequências melhores para nossas vidas”, sintetiza a psicóloga.

NAMORO, NOIVADO E CASAMENTO – Perante a Psicologia o segredo para se obter um bom relacionamento amoroso é saber conversar, é dialogar sempre que for preciso respeitando as opiniões e visões do outro, é conversar sobre o que não gosta no parceiro (a), apontar qualidades, para que no fim se chegue a um acordo comum para buscar melhorias na relação.

“Num bom relacionamento não precisamos concordar com tudo, ter os mesmos pontos de vista, mas respeitar o diferente e ouvir a história do outro, isso é respeito (outro ponto fundamental para um bom relacionamento)”, esclarece Mayara.

A especialista ainda ressalta que “valorizar, dar afeto, carinho, atenção, favorece um bom namoro/noivado/casamento, mas estes valores variam de pessoa para pessoa, por isso a terapia de casal ajuda nesses momentos, onde resgatamos quais valores cada um depositou quando entrou no relacionamento amoroso, falamos de assuntos tabus de forma clara e respeitosa e conhecemos a história de cada um, além da queixa problema que os levou até ali. Mas saibam que terapia de casal também serve para ambos se conhecerem. Ela pode ser realizada em qualquer fase do relacionamento, desde o namoro até quando já estão casados ou separados/divorciados”.

FIM DA RELAÇÃO – Quando há o rompimento, há a quebra da relação, situação onde não existe somente um culpado. Alguma atitude dos dois os fez perder os valores existentes entre eles, ou perceber que não fazem mais sentido.

O término pode ter diferentes significados e proporcionar diversos sentidos para as pessoas. A situação pode ser de alívio ou angustia. “Tudo irá depender de cada contexto, de como aquele relacionamento estava se dando: se era saudável, mas não via mais sentido em estar com o outro, se era abusivo psicologicamente e/ou fisicamente, se havia cuidado ou não, entre outros fatores. Todo fim demanda um luto. Da mesma forma quando perdemos alguém, o término de um relacionamento também nos faz passar pelas fases do luto (fase de torpor ou aturdimento, fase de anseio ou protesto, fase do desespero e fase de recuperação, restituição e reorganização, segundo Bowlby (1993)) em intensidades e tempos diferentes, com isso, a maneira como lidamos com isso irá influenciar nossa vida futura”, finaliza a psicóloga.

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