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Autoridades buscam resolver problema de falta de espaço no Cemitério Municipal

Projetado sem levar em conta o crescimento da cidade o local já tem mais de 47 mil corpos sepultados em cerca de 12 mil túmulos

Letícia Azevedo

O Cemitério Municipal de Ourinhos apresenta uma “superlotação” e o fato vem preocupando moradores e autoridades da cidade. Tudo porque a área para a aquisição de novos terrenos e construção de novos túmulos está muito próxima do fim.

Nas últimas décadas o espaço para novos túmulos se esgotou e medidas tiveram que ser tomadas de forma emergencial pelo poder público a fim de impedir o problema. Todos os locais possíveis foram usados para a construção de novos túmulos, corredores e alamedas foram suprimidas e até algumas árvores foram arrancadas para possibilitar o melhor aproveitamento do espaço.

Além da reestruturação da ocupação do solo, outras medidas estão sendo tomadas. Em 2018, uma lei, de autoria do vereador Abel Fiel passou a permitir que uma terceira gaveta fosse construída na sepultura, aumentando a capacidade de sepultamentos nos jazigos.

O vereador relatou que a medida emergencial pode ao menos amenizar o problema “Antigamente só era permitido que uma sepultura tivesse no máximo duas gavetas, ou seja, se já houvesse duas pessoas sepultadas e, antes do período mínimo de 3 anos que a lei determina para a exumação de um corpo, houvesse mais um óbito, aquela família seria obrigada a adquirir mais uma sepultura, aumentando o custo para essas pessoas e ocupando mais um espaço no cemitério. Essa lei, sozinha, não irá solucionar o problema de falta espaço, mas permitirá que exista um melhor uso para os jazigos já existentes” – afirmou.

AMPLIAÇÃO DO CEMITÉRIO – A ampliação do Cemitério da Saudade já está em fase adiantada em um terreno anexo, que dá fundos ao Jardim Flórida. Nesse terreno os túmulos serão construídos de forma contígua (popularmente chamada de “geminada”), e por conta dessa forma mais econômica de aproveitamento do espaço, poderão receber mais sepultamentos por metro quadrado.

RECADASTRAMENTO – A exemplo do que já foi feito em 2014, a Prefeitura de Ourinhos estuda fazer um novo recadastramento para identificar os túmulos que estão abandonados e posteriormente, depois de uma grande divulgação, exumar os restos mortais daqueles sepultados que não foram procurados pelos familiares. Esses ossos seriam colocados em ossários, pequenas gavetas que seriam construídas. Vale ressaltar que os chamados “ossários” já existem em cemitérios de cidades grandes.

INAUGURAÇÃO DE UM SEGUNDO CEMITÉRIO MUNICIPAL – Também está em estudo a construção de um outro cemitério municipal, no entanto não há ainda informações sobre qual será o local de instalação desse empreendimento.

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