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Coluna de Opinião Poucas e Boas

PEIXE GRAÚDO NO SAMBURÁ DA CPI – A CPI que investiga o suposto rombo de R$ 3 milhões no Sistema de distribuição de Vale Transporte aos servidores municipais tem novo presidente. Roberto Tasca foi substituído pelo vereador Esquilo quando assumiu a presidência da Câmara no começo do ano. Após acordo entre os membros da CPI, agora é Edvaldo Lucio Abel quem está na presidência dos trabalhos da comissão que pediu prorrogação do prazo para entrega do relatório. A CPI suspeita que além dos dois servidores implicados no caso e demitidos pela prefeita, mais pessoas podem estar envolvidas. Com base em sindicância e processo administrativo feito pela prefeitura, Inquérito sobre o caso já está em andamento na Policia Civil e será enviado ao Ministério Público.

FALTA REMÉDIO – Que faltam remédios nos postos de saúde não é novidade. Acontece que os pacientes também estão tendo dificuldades com os medicamentos de alto custo, conseguidos através de pedidos ao governo do Estado. A falta compromete a saúde e causa sofrimento para quem utiliza esses medicamentos de modo contínuo. 

APRESSADINHO – O vereador Tico apresentou projeto pedindo a instituição de equipe de transição pelo candidato eleito para o cargo de Prefeito Municipal, adiantando-se em fato que deverá acontecer no final do ano que vem.

O PREÇO DO SILÊNCIO – O presidente da Câmara, José Roberto Tasca, denunciou uma tentativa de suborno por parte de um popular site de notícias. Tasca não disse o nome, mas disse que recebeu uma visita “com segundas intenções”, e foi informado do preço do “pacote” para falar bem da Câmara Municipal. O site consta da lista dos pagamentos que a Prefeitura faz para a imprensa da cidade. Os gastos do executivo com jornais, revistas, tv, rádios e sites chegam a R$ 2 milhões por ano com a justificativa de publicidade institucional mascarando os acertos e atrelamentos.

MUDOU PARA PIOR – Em outros tempos, quando ainda iniciava seu trabalho como vereador, quem botou a boca no trombone para criticar a “farra da imprensa” foi o vereador Vadinho. Hoje ele prefere ficar calado, e não se manifesta a respeito das informações manipuladas ou recursos públicos utilizados no “cala a boca” oficial. 

FALTA DE MODOS – Vadinho não se manifesta sobre o dinheiro que a Prefeitura paga para sites e jornais da cidade, como se não soubesse que esse dinheiro é utilizado também para manipular informações. Mas ficou ofendido quando o vereador Inácio J.B. Filho referiu-se a alguns órgãos de comunicação como “imprensa canalha”. Vadinho prefere que o ato corrupto e imoral receba nomes mais bonitos ou polidos. Fino, ele.

DIÁRIO OFICIAL – É preciso lembrar que o Diário Oficial foi criado justamente para coibir esse comportamento viciado que existe entre a administração e alguns órgãos de imprensa. Quem instituiu a publicação oficial foi o ex-prefeito Clóvis Chiaradia, que assumiu a prefeitura em 1999, período em que Toshio Misato esteve afastado. A iniciativa foi das melhores, e na época imaginava-se que não haveria mais necessidade de pagamento para publicação de atos oficiais, e os jornais da cidade somente veiculariam campanhas educativas da Prefeitura. Porém, num terreno contaminado, e controlado por pessoas acostumadas à corrupção, a ideia não vingou, e pouco tempo depois a prática de pagamento a órgãos de imprensa retornou com outros contornos, e hoje tem proporções bem maiores do que na época. 

BALAIO DE GATOS – O vereador Ignácio J. B. Filho apresentou moção de congratulação ao deputado Mauro Bragatto, pelos serviços prestados à população ourinhense. O vereador, que foi eleito pelo PT, adula o deputado do PSDB. Vá entender…

FALHA NA COMUNICAÇÃO – A Câmara parece disposta a ouvir vários secretários municipais. Se o setor de comunicação da Prefeitura de Ourinhos funcionasse, não haveria tantas dúvidas por parte do legislativo. Existem sérias deficiências nesse setor do governo municipal, que se caracteriza por emitir notas burocráticas como justificativas para as queixas dos ourinhenses.

ACENDE A LUZ! – A Câmara Municipal aprovou a instalação de uma CAR (Comissão de Assuntos Relevantes) para investigar as causas da deficiência na iluminação pública da cidade. O assunto é motivo de muitas reclamações dos munícipes. Apesar disso a prefeita ainda não explicou os motivos nem a forma como estão sendo utilizados os mais de R$ 300 mil mensais que a população paga como taxa de iluminação pública. Seria mais bonito ter explicado antes do que passar por mais um desgaste.

ENTREGUE ÀS MOSCAS – Junte dois fatores responsáveis pela proliferação da dengue, que são a chuva e a sujeira que acumula a água onde os mosquitos se reproduzem. Nos últimos meses em que a cidade apresenta graves problemas com a limpeza pública, os problemas com a doença só aumentaram. Ficamos entregues às moscas e aos mosquitos da dengue. E o resultado da má gestão do serviço público pode ser constatado no aumento diário dos casos da doença. 

RIR PARA NÃO CHORAR – Além da crise econômica e moral que se abate por todo o país, os ourinhenses convivem com outras perdas: Perdemos para a corrupção, institucionalizada em “acertos” burocráticos considerados legais, embora imorais. Perdemos a Lígia, símbolo do histórico e vencedor time de basquete que não existe mais. Perdemos para a dengue, por falta de políticas adequadas de combate à doença. A cultura dorme e não agrega nem inspira confiança; a Assistência Social não apresenta projetos consistentes e a educação corta salários de professores sem nem avisar. Agora ria para não chorar: Ganhamos um Selo Verde, enquanto árvores são assassinadas, nascentes são concretadas e os lagos secam.

JOGANDO DINHEIRO FORA – Enquanto a prefeita anuncia um período de austeridade e corte de gastos, e afirma que as despesas serão feitas de acordo com prioridades estipuladas, a Secretaria de Cultura gasta mal o dinheiro público. A Mostra de Curtas, realizada durante uma semana, foi mais um fiasco de público, comprovando a miopia na escolha das prioridades pelo atual governo.

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