quarta, 13 de novembro de 2019

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Mais uma vez a falta de água foi discutida na Câmara dos Vereadores

Manifestantes compareceram na última sessão pedindo soluções imediatas para a falta de água em Ourinhos

 

Juliana Neves

Na noite da última segunda-feira, 4, na sessão da Câmara Municipal dos Vereadores, o principal assunto discutido foi a falta de água. A população ourinhense marcou presença e munidos de cartazes, reivindicaram por soluções imediatas para o problema.

VADINHO – O primeiro vereador a se pronunciar foi Edvaldo Lúcio Abel (PSDB), o Vadinho, que explanou sobre o requerimento de nº 2346, em que pede um desconto sobre o valor da tarifa mínima mensal de serviço de água e esgoto nos dias em que faltam água, pois as pessoas sempre pagam o mesmo valor nos meses e não recebem o produto em suas casas.

Vadinho também afirmou que a gestão passada deixou um documento de Plano Municipal de Saneamento Básico do Município de Ourinhos para a atual gestão pôr em prática e, até o momento, não houve nenhuma atitude. Por isso, o vereador disse que este documento será encaminhado para o Ministério Público.

“O que está acontecendo em Ourinhos é que os empresários estão pedindo para os seus funcionários irem embora para as suas casas, porque não tem água no comércio, restaurantes não funcionam por falta de água. Há instantes tentei ir ao banheiro do legislativo e não tem água. O que faltou para SAE (Superintendência de Água e Esgoto de Ourinhos) é vergonha na cara, maturidade, responsabilidade e o mínimo que nós temos que fazer é cobrar”, disse Vadinho.

Em seguida, falou que concorda com a troca de superintendente da SAE e espera que o novo nomeado faça o que não foi feito até agora, bem como deixou um pedido para o prefeito, para retirar os nove por cento de aumento na taxa da conta de água da população.

Neste momento, Kathi Carlos Redondo, organizadora da manifestação contra a falta de água, que se iniciou na praça em frente a Santa Casa, pediu uma atenção e entregou uma carta ao vereador Vadinho, falando sobre irregularidades da falta de água na cidade e um pedido de socorro.

Pedido de socorro da população ourinhense para os vereadores.

Em tom de nervosismo e exaltação, o vereador questionou o que o prefeito fez nestes três anos que se passaram, além de um aumento de quase 70% em água e esgoto. Disse também que o plenário precisa ser mais unido, pois o prejuízo de qualquer ação inadequada vai para a população. “Ourinhos virou um caos”, finalizou Vadinho.

SARGENTO SÉRGIO – Mário Sérgio Pazianoto (PRB) em seu discurso disse que este problema não se resolve “amanhã”, e que faltou, da antiga gestão, planejamento, investimentos e poucas coisas foram feitas, então, o problema não é somente do atual governo.

Ainda ressaltou que o prefeito está tomando medidas para que o problema seja resolvido o mais rápido possível, como a construção de um poço de mais de 600m de profundidade que pode ajudar a amenizar a situação.

Além de pedir uma conscientização da população no momento de usar água em suas casas e uma sugestão para Lucas Pocay, para ser feito de forma imediata, “um rodízio de registro até normalizar a situação, com a divulgação do dia e horário dos cortes”, fala o vereador.

SALIM MATTAR – Salim (PSDB) disse que em sua opinião a “falha deveria ser reconhecida, pois nada justifica esta falta de água”, bem como falou que durante estes três anos da atual gestão não houve nenhuma promoção de melhoramento para a distribuição de água nas residências dos munícipes.

CIDO DO SINDICATO – Aparecido Luiz (PSD) anunciou que algumas medidas emergenciais serão anunciadas em breve pelo novo superintendente da SAE e pelo prefeito municipal. Além de afirmar que ninguém desta gestão está medindo esforços para que este problema seja resolvido. “O prefeito não tem medo”, finalizou o vereador.

FLAVINHO DO AÇOUGUE – Flavinho pediu para que os colegas vereadores mostrassem o que foi feito de melhoria para o problema de água na época do pai e do tio do atual prefeito, Claudemir Ozório Alves da Silva (2001-2004) e Claury Santos Alves da Silva (1993-1996).

O vereador também falou que o aumento de quase 70% de água e esgoto não significa economia e na cidade de Ourinhos existem comércio sem água, pessoas acamadas sem higiene, entre outras situações. E tocou no assunto da CPI que ainda é preciso investigar as irregularidades apresentadas, por exemplo, a má qualidade das peças, falta de infraestrutura e registros fechados sem necessidade.

SANTIAGO – Em um discurso rápido Santiago de Lucas Ângelo (PSC) falou que o prefeito está preocupado com a situação e para comprovar, mostrou uma transmissão ao vivo feita por Lucas Pocay no Facebook, onde fala sobre suas atitudes diante da questão.

EDER – Eder Mota (PSC) iniciou dizendo que gostaria de “pedir perdão a população por esta situação desgaste, pois é algo que atinge a todos e nem o prefeito está contente com isso, mas preocupado”.

O vereador afirmou que não deveria existir oposição no plenário e que a população deve cobrar o seu vereador eleito para caminhar em direção a resolução da falta de água.

Ressaltou que as discussões sobre a água é uma politicagem que não vai pôr água nas residências e que ele fará e irá para onde for preciso para resolver este problema.

ANÍSIO FELICETTI – Anísio Aparecido Felicetti (PR) falou em poucas palavras que os vereadores estão do lado do povo que a culpa é da gestão passada, e que o atual prefeito irá resolver.

ABEL FIEL – O vereador (PTC) discursou na posição de um servidor da SAE explicando que eles possuem dificuldade em tratar a água e que ela acaba antes de chegar em todos os bairros da cidade e que o papel dele é falar a verdade. Falou da dinâmica utilizada para ‘dividir’ o produto para toda a cidade, quando se desliga bombas de alguns bairros e liga outras. “A população precisa esperar porque todo o investimento demanda de um grande tempo para ser finalizado e mostrar resultados”.

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