MAX. º MIM. º
TEMPO:

Balanço da 53ª FAPI – Feira foi marcada por recordes e algumas polêmicas

Letícia Azevedo
A 53ª FAPI de Ourinhos foi encerrada na noite do domingo, 16. Na segunda-feira, 17, a reportagem do Jornal Negocião esteve no recinto e o clima de “ressaca” já tomava conta do local.
Muitos expositores e barraqueiros já tinham deixado o recinto ainda de madrugada, e voltado para suas casas, outros ainda levantavam acampamento. Era chegada a hora de partir para casa ou até mesmo para outra feira.
Questionados sobre o resultado da feira, de como teriam sido os negócios, as opiniões literalmente se dividiram entre os expositores. Alguns reclamaram, porém, alguns comerciantes acharam que o faturamento foi de razoável a ótimo.
O ramo alimentício foi um dos que tiveram mais movimento. Segundo Marcelo, morador de Cerqueira César, que fazia Pizza no Cone, sua barraca teve lucro maior do que o esperado “É o terceiro ano que fazemos a FAPI e pretendo retornar no próximo ano. Nós superamos as nossas expectativas e acredito que alguns detalhes devem sim ser revistos pela organização, mas para nós a Feira foi ótima. Tivemos bastante movimento e nos dias em que a FAPI teve maior movimento, como no show de Zé Neto e Cristiano, vendemos muito, foi o melhor dia para nós” – apontou o comerciante.
Infelizmente nem todos tiveram o resultado positivo, como o pessoal da barraca do cachorro quente e também para um barraqueiro do ramo de bebidas. “Nós queremos esquecer que viemos aqui para Ourinhos. As pessoas estão muito sem dinheiro, e nós sofremos por isso. Eu pela primeira vez em 15 anos que trabalho com feira, vi uma pessoa pedir um cachorro quente para repartir com outra” – relatou um dos funcionários da barraca do lanche.
Milton, da barraca de bebidas, disse que foi uma das festas mais fracas que fez esse ano. “Nós temos consciência que o Brasil atravessa um momento difícil, mas aqui em Ourinhos as pessoas estão muito sem dinheiro. A cerveja vendida também não ajudou em nada. A marca não chama a atenção, muitas marcas melhores já passaram por aqui. Isso influencia muito, principalmente para nós do ramo das bebidas” – apontou.
O proprietário da Padaria Itinerante do Xuxa também se queixou do movimento. “Nós já chegamos a vender mais de 2 mil pães por dia nessa feira. Vender 200 no dia é muito pouco. Eu doei 1500 pães que sobraram para instituições de caridade de Ourinhos, pois eles iriam estragar. Esse ano eu esperava mais”.
Xuxa relatou que a falta de animais para a exposição influencia no fluxo de pessoas que visitam a feira. “Pelas feiras que faço pelo país eu percebo que quando há exposições de animais e máquinas agrícolas, o número de visitantes é maior. Se o número de pessoas na Feira é maior, elas acabam consumindo muito mais e o lucro de todos é muito maior. Mas se você me perguntar se volto o ano que vem, a resposta é sim. Eu faço a FAPI há mais de 20 anos e eu sempre penso que as coisas vão melhorar” – finalizou o comerciante.
Segundo o Prefeito Lucas Pocay, em seu discurso na abertura oficial da Feira, desde o ano passado, a FAPI vem adotando um novo formato, voltado ao entretenimento, com o objetivo de agregar um maior e mais diversificado público. “A FAPI é nossa grande festa, é a festa que carrega o nome da cidade. A intenção desse novo formato é agregar o público com nossos expositores e também mostrar mais a cidade. Este ano o recinto está cheio de fotos de Ourinhos. Os turistas acabam conhecendo mais a cidade e consequentemente investindo no município” – disse o prefeito.
Ainda segundo Lucas Pocay, já não se fazem mais feiras agropecuárias como antigamente, com exposições de animais, leilões. Desta forma, é preciso mudar o conceito, para continuar fazendo da Fapi uma das maiores feiras de portões abertos do país.

© 1990 - 2019 Jornal Negocião - Seu melhor conteúdo. Todos os direitos reservados.