segunda, 9 de março de 2026
Publicado em 12 dez 2017 - 05:28:46
Rafaela Marques
Marcília Estefani
Ourinhos irá completar 99 anos no dia 13 de dezembro. Apesar de ser um importante polo comercial em nossa região e ter se desenvolvido em vários aspectos durante todos esses anos, ainda tem muito a crescer, principalmente no que diz respeito ao comércio.
Nunca tivemos um período tão difícil quanto os últimos dois anos quando nos deparamos com uma queda na nossa economia devido a recessão, o que refletiu muito no comércio local. Uns mais, outros menos, todos sentiram a mudança.
Porém a capacidade de trabalho e o poder de reação do empresariado contribuíram para minimizar o impacto deste quadro.
Dificuldades – Muitas lojas fecharam suas portas, passou a ser comum vermos lojas fechadas, placas de “aluga-se” ou de “vende-se” pela cidade e principalmente ouvir muitas reclamações de proprietários sobre a queda do movimento em seus estabelecimentos.
No geral, estima-se que a cidade teve em torno de 200 empresas fechadas em dois anos. Com isso aumentou o número de pessoas desempregadas, aumentou a inadimplência, caiu o padrão de vida da população e nos deparamos com uma cida-de estagnada, uns lutando para sobreviver e outros com medo de investir.
Novas franquias – Por outro lado, podemos destacar o crescimento de redes de lojas franqueadas em nossa cidade, dentre elas, Brasileirinho – no ramo alimentício; Conserta Smarth – com a manutenção de smartphones e tablets; Mordidela – também do ramo alimentício; Magrass, rede de emagrecimento saudável do Brasil.
A expansão dos ‘ching lings’ – Há alguns anos, Ourinhos passou a receber mais uma comunidade que veio colaborar com o crescimento da cidade: os chineses. Com sua cultura e sua natural propensão à culinária e ao mundo dos negócios, a comunidade sino brasileira trouxe investimentos em novos pontos comerciais e gerou empregos.
A palavra de um comerciante – Valdinir Leme, comerciante do ramo de alimentos, tem uma lanchonete na rua 9 de Julho, onde vende lanches e salgados. Para Valdinir, 2017 foi o ano em que a crise parou de crescer.
Agora, com muita cautela, ele diz que os comerciantes podem voltar a ter melhores perspectivas: “2017, para nós que comercializamos alimentos para refeições rápidas aqui no centro de Ourinhos, foi um ano de estagnação (…) com cautela teremos um 2018 um pouco melhor”.
Crise, tô fora! – Aline Fernanda C. Leite, comerciante do ramos de utilidades domésticas, não gosta da palavra “crise”. Diz que, no seu ramo, o que houve foi uma diminuição do volume de vendas, mas as pessoas não deixaram de consumir: “quem comprava produtos mais caros, passou a procurar opções mais em conta (…) não houve crise ou recessão muito severa em meu ramo de atividade (…) em 2018 iremos ver a retomada do crescimento”.
A esperança no Ourinhos Plaza – A recuperação da economia está distante, não tem data para acabar, mas a expectativa é de que em 2018 com a construção do Hipercenter Ourinhos, que em pouco tempo se transformou no Ourinhos Plaza, a situação melhore.
O investimento total gira em torno de R$ 20 milhões e, até o final do ano que vem, o novo empreendimento será inaugurado, gerando cerca de 700 novos empregos em Ourinhos, 200 a mais que o previsto no projeto original.
Apesar das opiniões desencontradas, de pequenos empreendedores, que vêem isto como uma concorrência a mais no setor que já está desacelerado, há a esperança de que essa construção mude para melhor nossa realidade, indicando novos rumos para o setor comercial ourinhense, além de gerar muitos empregos, aquecendo a economia, melhorando o padrão de vida da população e ainda reduzindo a desigualdade.
Esperança para 2018 – Alexandre Mariani, gerente de uma loja de calçados e membro da diretoria da Associação Comercial e Empresarial de Ourinhos, é otimista com 2018: “será um ano de Copa do Mundo de Futebol, isso é um fator positivo para o comércio (…) no entanto as incertezas políticas ainda podem ser um fator de prolongamento da recessão (…) mas de modo geral, é possível que tenhamos um ano bem melhor para o desenvolvimento econômico”.
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