terça, 10 de março de 2026
Publicado em 13 mar 2018 - 08:32:58
Alexandre Mansinho
Divulgação de “prints” feita ontem na sessão da Câmara pelo vereador Edvaldo Lúcio Abel (Vadinho), de conversas entre a presidente da Cooperativa das Artes, Daniela Andrejevas e o diretor da Escola Municipal de Música, Paulo Flores, causaram revolta na Câmara dos Vereadores ontem.
A vereadora Raquel Spada considerou traição de Vadinho o fato de expor somente agora algo que ele já sabia antes.
A divulgação pode ter influenciado na aprovação de uma CPI – Comissão Parlamentar de Inquérito, para apurar as possíveis ilegalidades que teriam sido cometidas na Secretaria Municipal de Cultura.
Quatro dos 12 vereadores que compõem a base de sustentação do governo Lucas Pocay na Câmara (Santiago, Caio Lima, Carlinhos do Sindicato e Sargento Sérgio), mudaram de opinião sobre a abertura de uma CPI e assinaram o requerimento pedindo sua instauração, somando-se aos três vereadores de oposição (Vadinho, Flavinho do Açougue e Dr. Salim), que já tinham assinado o documento.
Material que já está em poder do Ministério Público desmentiria a versão do Secretário Municipal de Cultura, Rodrigo Donato, sobre a compra de uma bateria superfaturada pela Cooperativa das Artes.
Segundo os “prints” de uma conversa entre Flores e Daniela, na época diretor da Escola Municipal de Música e presidente da Cooperativa respectivamente, a compra da bateria teria sido combinada entre o diretor e o secretário e Daniela teria apenas cumprido ordens e efetuado o depósito.
SUPERFATURAMENTO – Segundo vários músicos consultados pelo Jornal Negocião, a bateria que é objeto da denúncia teria um valor máximo de R$ 2,5 mil, ou até R$ 3,5 mil em uma estimativa mais otimista. No entanto, segundo as conversas, o valor pago foi de R$ 6,5 mil.
“PRINTS” DESMENTEM O SECRETÁRIO – Em resposta a uma pergunta feita pelo Jornal Negocião, Rodrigo Donato afirmou que a venda da bateria teria sido feita de forma absolutamente legal.
O secretário afirmou que anunciou a venda nas redes sociais e fora procurado por Daniela, que teria comprado a bateria para uso pessoal.
No entanto, o material em poder do Ministério Público mostra o próprio Paulo Flores passando para Daniela inclusive o número da conta bancária de Donato, cabendo a ela apenas efetivar os depósitos.
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