terça, 10 de março de 2026
Publicado em 16 set 2018 - 12:29:34
Letícia Azevedo
O superintendente da SAE atendeu a uma convocação dos vereadores e compareceu a última sessão da Câmara, a fim de responder algumas questões dos parlamentares que não esconderam a preocupação sobre a especulação do assunto da falta d’água na cidade de Ourinhos, que já é uma constante em alguns bairros.
Sabatinado por mais de duas horas, antes de esclarecer qualquer dúvida Marcelo deixou claro que assumiu o cargo em 2017, quando a SAE já apresentava um déficit de mais de 1 milhão de reais, e que qualquer mudança depende de recursos, o que no momento a instituição não disponibiliza.
Apontou diversos problemas como bombas queimadas, falta de investimentos na Estação de Tratamento de Água (ETA), construção de novos filtros e principalmente a falta d’água em bairros específicos.
De acordo com Marcelo, a falta de caixas d’água nas residências é algo ainda muito comum e que contribui para o aumento do problema (…) A água não falta por 24 horas ininterruptas, a falta ocorre em algumas redes de abastecimento, porém se o munícipe possui o reservatório particular, que é uma exigência para todas as residências, não há problema.
O superintendente alegou que a cidade conta com quantidade suficiente de produção, mas não temos redes de distribuição suficientes. Os sistemas necessitam de manutenção constante, que nunca foram feitas. A ETA, por exemplo, é um projeto de 1962, que até hoje continua com a mesma situação. Ela trabalha 24 horas por dia e já ultrapassou sua capacidade em mais de 50%, e isso é extremamente preocupante. (…) É preciso investir na ETA e entendemos que isso não foi feito por conta da falta de verba. Não somos sanitaristas tão irresponsáveis ao ponto de deixar uma cidade sofrer, porém a verdade é que nada foi feito para que isso fosse evitado.
Marcelo Simoni acredita que vários aspectos têm que ser melhorados na SAE, mas a falta de recursos impossibilita que algumas benfeitorias sejam executadas. (…) É necessário também que se faça um estudo, para confirmar se a informação de que cerca de 70% de água se perde no sistema de saneamento, é verídica, pois nenhuma empresa vai querer financiar um órgão com essas falhas.
Fora o problema da falta d’água, Marcelo disse que há a necessidade da compra de mais alguns equipamentos e também de manutenção nos já existentes, mas afirmou que apesar da complexidade do assunto, isto pode ser resolvido ainda nessa gestão.
Questionado sobre o aumento da taxa de água e tarifa de esgoto, Marcelo disse que sempre é feito um estudo antes de serem cobradas as taxas. (…) Colocamos a despesa do ano anterior, corrigimos pela inflação e colocamos os investimentos. O que aconteceu até agora foi só a correção da inflação e não foi previsto nenhum investimento. Nesse aumento foi contemplada a geração para construir os filtros. A necessidade era de reajuste de 21%, mas o prefeito não liberou e ficou em torno de 15% – finalizou o superintendente.
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