terça, 10 de março de 2026
Publicado em 16 dez 2019 - 09:56:42
“Tem sido exemplo em quebra de paradigma, no avanço da inclusão em todos os setores, o que promove autonomia para que pessoas possam conseguir conquistar seus objetivos de forma independente no futuro”, ressalta a coordenadora da educação inclusiva de Ourinhos, Ana Caroline Bianchi.
A Prefeitura de Ourinhos, por meio da Secretaria de Educação, adquiriu três máquinas de escrever em braile para alunos com deficiência visual. Os equipamentos atendem, em fase experimental, três dos 14 estudantes que estudam na rede municipal de ensino. A ação integra os projetos de educação inclusiva implantados pela administracao do prefeito Lucas Pocay.
Daniele Bertanha Ribeiro, de 10 anos, aluna do 4º ano da Emef Professora Dorothildes Bononi Gonçalves é uma das primeiras a utilizar a máquina em Ourinhos. Para ela, o uso do equipamento tornou o aprendizado mais fácil e divertido.
A professora de educação especial, Cláudia Lídia de Souza Fernandes, destaca os avanços.
“Mudou muito, porque antes ela tinha bastante dificuldade com o uso da reglete e acabávamos trabalhando mais a oralidade. Com a máquina, foi possível abranger muito mais o conteúdo e ela conseguiu desenvolver o processo da escrita.”
A mãe da estudante, Daniela Bertanha Ribeiro, conta que a novidade foi recebida pela filha com muito ânimo e alegria.
A diretora da unidade escolar, Roberta Carreiro, também destaca o pioneirismo na educação inclusiva de Ourinhos e cita a contratação de professores especializados para acompanhar alunos com deficiências nas escolas como exemplo. “Isso faz com que a criança se desenvolva ainda mais.”
No Dorothildes, a inclusão não fica só dentro da sala de aula. Durante a educação física, o professor, Marcos Antônio Garcia, utiliza as ferramentas para integrar alunos com deficiências nas atividades da turma. “O princípio de tudo é fazer pelo próximo o que gostaríamos que fizessem para nós.”
O colega de sala de Daniele, Felipe Silva Campos, entende a importância de educação inclusiva e procura ajudá-la nas atividades do dia a dia. “Ajudo a contar, a ler, e a andar pela escola para que ela possa se sentir uma criança como qualquer outra.”
Ana Clara Bonifácio, da mesma sala, diz que toda a turma procura se comportar para não atrapalhar a concentração de Daniele. “O que nós pudermos fazer para que ela se sinta bem aqui, a gente faz.”
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