terça, 10 de março de 2026
Publicado em 10 mar 2020 - 16:33:15
O homem, que se passava por mulher nas redes sociais, foi denunciado por demonstrar interesse por crianças
Marcília Estefani
Na manhã desta terça-feira, 10, a Polícia Civil deflagrou operação para combater e investigar crimes de pornografia infantil e estupro de vulnerável nas cidades de Marília e Assis. Um professor de Assis foi preso por armazenar em seu celular conteúdo pornográfico envolvendo menores.
A Operação, chamada Novatam Vitam, é realizada através da DDM – Delegacia de Defesa da Mulher e recebe esse nome pois remete à ideia de possibilitar nova vida a crianças vítimas de exploração sexual.
Foram cumpridos mandados de prisão temporária e mandados de busca e apreensão domiciliar e um indivíduo foi preso em Assis, porém não foi revelada sua identidade.
As investigações tiveram início a partir do registro de um boletim de ocorrência onde o denunciante declarou que navegando por um site de relacionamentos, iniciou conversa com uma mulher que demonstrou atração sexual por crianças, inclusive enviando fotos de crianças nuas e em trajes de banho.
Durante as investigações, a Polícia Civil concluiu que na verdade não se tratava de uma mulher e sim, de um homem, identificado a seguir como um professor da rede pública de Assis, que atuava como supervisor de ensino. Ele tinha sua linha telefônica cadastrada com dados falsos de uma mulher.
O professor, de 33 anos, armazenava em seus aparelhos celulares fotos e vídeos com cenas pornográficas e de sexo explícito envolvendo crianças e/ou adolescentes e por isto foi preso em flagrante, segundo a polícia civil, como incursão nas penas do artigo 241 B do Estatuto da Criança e do Adolescente – adquirir, possuir ou armazenar, por qualquer meio, fotografia, vídeo ou outra forma de registro que contenha cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente.
Dois celulares e dois computadores foram apreendidos. Os policiais também estiveram no prédio da Secretaria Municipal de Educação, mas não encontraram nada de ilícito no ambiente de trabalho do investigado. Na casa do homem em Marília (SP), foram apreendidos dois tablets e um pendrive.
Segundo informações do portal G1, no celular do professor a polícia encontrou conversas em que ele oferecia a filha para a prática de atos sexuais, além de fotos e vídeos com pornografia infantil. Todo o material vai ser enviado para análise.
“As investigações vão continuar para identificar se essas fotos são realmente de filhas dele ou de terceiros, e investigar se essa filha foi eventualmente vítima do crime de estupro de vulnerável. Além da conversa do denunciante foram também encontradas outras várias conversas, todas nesse sentido, ele oferecendo a própria filha para a prática de sexo oral em troca de dinheiro”, afirma a delegada Adriana Pavarina, da Delegacia de Defesa da Mulher, que comanda a operação.
Ainda segundo a delegada, em depoimento o homem disse que oferecia a filha porque era uma fantasia sexual que tinha. No entanto ele disse que nenhum ato teria se concretizado.
“As investigações vão prosseguir até para apurar o crime de estupro de vulnerável dessa filha ou de outras crianças e se essas fotos e vídeos enviados são de crianças que fazem parte do círculo social ou profissional desse suspeito”, completa a delegada.
Em nota, a prefeitura de Assis informou, através da Secretaria Municipal de Educação, que o servidor da pasta não é professor e não atua em sala de aula, mas ocupa cargo administrativo na sede da Secretaria. Disse ainda que a prefeitura vai colaborar com as investigações e que a acusação contra ele ocorre fora do serviço público.
O indiciado ficou em uma cela na Central de Polícia Judiciária de Assis, onde aguarda por audiência de custódia.
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