terça, 10 de março de 2026
Publicado em 10 maio 2020 - 12:15:17
A ação dos criminosos chamou a atenção pelo claro conhecimento da arquitetura do prédio do SERET
Letícia Azevedo
O delegado responsável pela Delegacia Seccional, Dr. Antônio José Fernandes Vieira, divulgou na última quarta-feira (6) que as investigações do assalto ao Banco do Brasil, ocorrido no último sábado (2), será encaminhada para o Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC) de Bauru.
O recém criado Departamento Especial de Investigações Criminais da cidade de Bauru, assume o trabalho a fim de elucidar o roubo, que já é considerado o segundo maior crime do Estado de São Paulo. O delegado responsável pelo DEIC, Dr. Ricardo Silva Dias, responderá pelas novas informações.
De acordo com Dr. Antonio, é provável os tramites da investigação decorrer em segredo de justiça, por conta da complexidade. “Neste momento, é extremamente importante que os detalhes do crime sigam em absoluto sigilo, pois a divulgação dos dados pode atrapalhar diretamente nas investigações”.

Até o momento, novas informações dão conta de que os veículos encontrados abandonados em um canavial, próximo ao município de Canitar, não foram alugados pelos assaltantes para a prática do roubo, e sim, são produtos de roubo, furto ou até mesmo comprados de forma irregular, ou seja, através de documentação falsa popularmente conhecida como “laranjas”.
SERET – A especulação da Polícia Civil se dá ao fato da Agência Bancária não ser o alvo do assalto e sim o SERET. O Setor de Retaguarda e Tesouraria existe há anos em Ourinhos, anexo à agência do Banco do Brasil da cidade. Esse setor, mantido e coordenado pelo CENOP (Centro de Apoio aos Negócios e Operações de Logística), tem a responsabilidade de guardar o dinheiro em espécie que é distribuído para as demais agências bancárias da região, cerca de duzentas no total.
Os trabalhadores do SERET, embora sejam funcionários do Banco do Brasil, têm a orientação de ser extremamente discretos, visto que operam com valores milionários todos os dias. A própria população ourinhense, em sua maioria, não tinha conhecimento da existência de um cofre na região central da cidade, que poderia ser objeto de interesse de bandidos especializados.
A ação dos criminosos chamou a atenção pelo claro conhecimento da arquitetura do prédio do SERET – paredes, portas de aço, câmeras e diversas outras medidas eletrônicas de segurança não foram páreo para a estrutura logística dos bandidos. Oficialmente, o Banco do Brasil não confirmou os valores levados.
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