terça, 10 de março de 2026
Publicado em 02 out 2020 - 13:37:24
Caso foi denunciado à ONG Associação São Francisco de Assis, que fez o acolhimento do cãozinho
Marcília Estefani
O caso foi registrado na tarde da quinta-feira, 1º de outubro, após a Presidente da Associação São Francisco de Assis, a advogada Camila Nogueira Masteguim, ter recebido a denúncia e realizado o acolhimento do animal, além de leva-lo à uma clínica veterinária. A dona do pet foi indiciada e presa pelo crime de maus tratos.

Desde o seu resgate, a cachorrinha está aos cuidados da veterinária Dra Luara Maria Borda, CRMV – 35664-SP, e segundo Camila, a fêmea foi encontrada em situação bastante grave, ela ficou cega, mas nesta sexta-feira já apresentou melhoras.
“Hoje ela já se alimentou através de seringa, está limpa, medicada, mas ficou cega, perdeu ambos os olhos”, relatou.
A indiciada, A.A. G., 52 anos, moradora da Rua Raphael Urtado, bairro Conego Nazareno, em Ipaussu, foi presa em flagrante de acordo com a nova redação da lei de proteção a animais, que não prevê a concessão de fiança para estes casos. A acusada foi presa e encaminhada à Cadeia Pública de São Pedro do Turvo, onde aguarda audiência de custódia.
De acordo com o laudo emitido pela médica veterinária que atendeu o caso, “a aparência geral do animal era de um desleixo por meses, por descuido do proprietário”, veja na íntegra:

“O animal estava em decúbito lateral por não conseguir se manter em estação, com as mucosas pálidas, apatia, desidratação, petéquias, com infestação de pulgas e carrapatos, pelos extremamente embolados, sujos com fezes velhas e secas e molhado de urina. Na maior parte da face do animal (olhos, nariz) havia cavidade aberta, tomada por inúmeras larvas de insetos associada à muita secreção serosanguinolenta, extremamente fétida. Pela ausência da parte da face, os olhos já estavam sem função (cegueira). O animal, ao ser consultado, vocalizava por dor, tinha sua pele inchada, inflamada e infeccionada na região facial. Apresentava salivação excessiva, respiração ofegante com a boca aberta. Na região genital também havia presença de fezes grudadas ao pelo. A aparência geral do animal era de um desleixo por meses, por descuido do proprietário. Nas condições analisadas no momento da consulta e declaradas aqui, conferem que o animal sofre maus tratos há meses e que por muito tempo está nesta mesma condição degradante, sem cuidados básicos e mínimos para a manutenção da saúde. Foram prestados os primeiros atendimentos necessários ao animal e este está em observação para uma nova avaliação do caso e possibilidade de tratamento ou eutanásia”.
ATUALIZAÇÃO – Conforme informou a Presidente da Associação São Francisco de Assis, a advogada Camila Nogueira Masteguim, a A indiciada, A.A. G., passou por audiência de custódia na tarde desta sexta-feira, 2, e responderá o processo em liberdade.
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