sábado, 25 de abril de 2026
Publicado em 16 mar 2024 - 10:44:20
A sessão do Júri foi marcada por debates intensos entre as partes, na tentativa da defesa de desclassificar o crime de tentativa de homicídio para lesão corporal grave
Da redação
Aconteceu no Fórum de Ourinhos, na quinta-feira, 14 de março, Júri Popular que condenou Juraci Soares, o “Jura”, a 9 anos e 4 meses de prisão em regime fechado por tentativa de homicídio, crime ocorrido em 30 de julho de 2022, em um bar da Rua Cardoso Ribeiro, Vila Boa Esperança.

No dia dos fatos, o acusado se envolveu em uma briga por volta das 19h30, no estabelecimento comercial próximo ao Shopping, quando feriu gravemente um outro indivíduo, identificado por J.F.S., deixando o local em seguida.
Jura foi detido pela polícia em flagrante na Rua José Luiz Lemes Medalha, na Boa Esperança, por volta das 21h do mesmo dia. Aos policiais ele confessou que atacou a vítima com uma facada no peito durante uma discussão motivada por um desentendimento anterior, após confrontar um indivíduo por adquirir substâncias ilícitas falsas, resultando em uma série de agressões.
A vítima foi socorrida ao Pronto Socorro da Santa Casa de Ourinhos com ferimentos graves no tórax e no joelho direito, chegando a correr risco de vida, mas foi possível sua recuperação.
A sessão do Júri foi marcada por debates intensos entre as partes, na tentativa da defesa de desclassificar o crime de tentativa de homicídio para lesão corporal grave, se empenhando ainda pela exclusão da qualificadora do motivo torpe.
Porém, as investigações conduzidas pelas autoridades comprovaram que a narrativa apresentada pelo réu não coincidia com as imagens captadas pelas câmeras de segurança apresentadas no plantão policial. Sendo assim, a autoridade policial ordenou a prisão em flagrante de Jura por tentativa de homicídio.
O conselho de sentença acolheu, por maioria de votos, as solicitações da acusação, condenando Jura por tentativa de homicídio pelo motivo torpe, com pena de 9 anos e 4 meses em regime fechado.
A Doutora Daniela Aparecida Palosqui de Barros Burati, advogada de defesa, afirmou que irá recorrer da sentença.
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