quinta, 23 de abril de 2026

Marília registra 489 atendimentos por AVC e 174 por infarto em 2025; SAMU alerta para socorro imediato

Publicado em 23 abr 2026 - 14:21:28

           

Serviço gerenciado pelo Grupo Chavantes orienta a população a reconhecer sintomas e acionar o 192 sem demora

 

Assessoria de Comunicação

 

O Acidente Vascular Cerebral (AVC) e o infarto seguem entre as principais causas de atendimentos de urgência e morte no país, exigindo resposta rápida dos serviços de saúde e atenção da população aos sinais de alerta.

Em Marília, os dados do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) evidenciam o impacto dessas ocorrências na rede de urgência. Em 2025, foram contabilizados 489 atendimentos relacionados ao AVC e 174 por infarto.

Já em 2026, apenas entre janeiro e março, o serviço registrou 111 ocorrências de AVC e 57 de infarto.

Diante desse cenário, o SAMU de Marília, gerenciado pelo Grupo Chavantes, reforça a orientação para que a população reconheça precocemente os sintomas e acione o 192 sem demora.

A recomendação é não aguardar a melhora dos sinais nem postergar o pedido de ajuda, já que o tempo de resposta é determinante para o prognóstico.

O AVC acontece quando o cérebro sofre uma interrupção no fluxo de sangue ou um rompimento de vaso. O tipo isquêmico, mais comum, ocorre por obstrução de uma artéria, enquanto o hemorrágico é provocado por sangramento cerebral.

Entre os sinais mais evidentes estão a perda de força em um lado do corpo, comprometendo braço e perna do mesmo lado, desvio da boca (desvio de rima), fala enrolada ou dificuldade para se comunicar, podendo chegar à incapacidade de falar.

Também podem ocorrer tontura, perda de equilíbrio e dor de cabeça súbita. Quanto mais rápido o atendimento, maiores são as chances de sobrevivência e de redução de sequelas.

No caso do infarto, o problema surge quando o fluxo sanguíneo para parte do músculo do coração é interrompido de forma súbita, geralmente por formação de coágulos.

O principal sinal é a dor no peito, que costuma aparecer de forma repentina, com sensação de aperto, e pode se irradiar para braços, costas, pescoço, rosto ou mandíbula.

O quadro também pode incluir falta de ar, suor frio, palidez e mal-estar. Em idosos e pessoas com diabetes, os sintomas podem ser menos típicos, o que exige atenção redobrada.

 

 

“No AVC e no infarto, cada minuto conta. O atendimento rápido reduz o risco de morte e também pode diminuir sequelas importantes. O erro mais perigoso é esperar para ver se melhora sozinho”, afirma o médico regulador do SAMU de Marília, Dr. João Bermudes.

Segundo o médico, reconhecer os sintomas cedo faz diferença porque essas ocorrências exigem resposta imediata. “Quando há suspeita de AVC ou infarto, a pessoa não deve adiar o socorro. O ideal é ligar para o 192 assim que os sinais aparecem, porque o atendimento começa já no primeiro contato com a Central de Regulação”, diz.

O papel do SAMU é justamente encurtar esse tempo entre a emergência e a assistência. A ligação é recebida pela Central de Regulação, onde a equipe coleta as primeiras informações e identifica a gravidade da ocorrência.

Na sequência, o médico regulador orienta quem está no local e define se há necessidade de envio de ambulância e qual recurso é o mais adequado para aquele caso.

No atendimento a casos suspeitos de AVC ou infarto, o protocolo do SAMU começa ainda ao telefone. A equipe busca informações sobre os sintomas, o estado do paciente e a localização da ocorrência.

Com esses dados, o médico regulador orienta as primeiras medidas e aciona a unidade móvel mais adequada. Em situações mais graves, o atendimento pode ser feito por Unidade de Suporte Avançado, equipada para intervenções médicas mais complexas.

No infarto, o cuidado deve ser rápido e articulado entre o atendimento pré-hospitalar e o hospital de referência. A proposta é que o paciente seja avaliado, receba as primeiras medidas ainda na ambulância, quando indicado pelo protocolo, e chegue à unidade já com comunicação prévia da equipe de urgência.

“O SAMU não faz apenas o transporte. Ele avalia, orienta, estabiliza e encaminha o paciente para a unidade de referência, de acordo com a gravidade do quadro. Esse fluxo dá mais agilidade ao atendimento e aumenta a chance de uma resposta adequada no momento certo”, explica João Bermudes.

“A recomendação é clara: diante de sinais de AVC ou infarto, a população deve agir sem demora. Identificar sintomas como fraqueza em um lado do corpo, alteração da fala, dor no peito, falta de ar, suor frio e mal-estar súbito pode ser decisivo para salvar uma vida”, declara.

 

SOBRE O GRUPO CHAVANTES – A OSS (Organização Social de Saúde) Grupo Chavantes gerencia 35 projetos espalhados em seis estados brasileiros, o que a posiciona como a oitava maior entidade do setor no país, com uma gestão anual de aproximadamente R$ 720 milhões.

 

Crédito foto: Freepik/Divulgação

 

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