terça, 5 de maio de 2026
Publicado em 05 maio 2026 - 11:44:57
Os primeiros sinais costumam aparecer de forma discreta, com murchamento dos colmos e perda de vigor da planta
Da redação
A cana-de-açúcar enfrenta diversos desafios fitossanitários, mas alguns deles chamam a atenção pela complexidade e pelo impacto direto nos resultados produtivos. Entre eles está o complexo de murcha, que preocupa produtores e usinas devido ao avanço silencioso e aos consistentes prejuízos, que podem impactar tanto a produtividade quanto a qualidade industrial.
De acordo com Luiz Henrique Marcandalli, head de marketing , diferentemente de doenças com causa única, o complexo de murcha resulta da interação entre fungos e fatores ambientais e fisiológicos da planta. “Situações diversas, como estresse hídrico, oscilações de temperatura e avanço da maturação criam condições favoráveis para o desenvolvimento do problema, dificultando o diagnóstico e exigindo uma análise mais ampla do sistema produtivo”, explica.
Os primeiros sinais costumam aparecer de forma discreta, com murchamento dos colmos e perda de vigor da planta. Com a evolução, podem surgir sintomas mais evidentes, como seca das folhas, alteração da coloração interna do colmo, avermelhamento dos entrenós e até odor de fermentação, indicando deterioração dos tecidos. Em muitos casos, é necessário abrir o colmo para identificar alterações internas, como áreas escurecidas, bandas brancas e sinais de apodrecimento.

“Esse avanço compromete o funcionamento fisiológico da planta, afetando o transporte de água e nutrientes e reduzindo seu potencial de desenvolvimento. Como reflexo, as perdas podem ser significativas ao longo da safra. Estimativas indicam que cada 1% de incidência pode representar redução de até 0,75 tonelada por hectare, podendo chegar a 1,6 t/ha em situações mais severas”, alerta Marcandalli.
Além da queda do volume produzido, o problema também interfere na qualidade da matéria-prima, afetando indicadores industriais importantes, como ATR e Brix. “Ou seja, trata-se de um desafio que impacta tanto a quantidade quanto o valor final da produção, ampliando os prejuízos ao longo de toda a cadeia”.
Diante desse cenário, o monitoramento frequente da lavoura se torna importante para identificar precocemente os focos e orientar a tomada de decisão. A avaliação técnica dos talhões, aliada à observação dos sintomas e à análise interna dos colmos, permite agir antes que os prejuízos se intensifiquem. Em áreas mais comprometidas, a antecipação da colheita pode ser importante para minimizar perdas.
Para Marcandalli, o manejo deve ser baseado em uma abordagem integrada, considerando o histórico da área, as condições ambientais e o estágio da cultura. “Práticas bem planejadas ao longo do ciclo contribuem para reduzir a pressão da murcha e preservar o potencial produtivo do cultivo”, explica.
O uso de fungicidas deve fazer parte de uma estratégia bem estruturada, com posicionamento correto e embasamento técnico. Mais do que a escolha do produto, é fundamental considerar o momento de aplicação, o histórico da área e as condições da lavoura para garantir maior eficiência no manejo. A Rainbow se posiciona como um importante aliado, com soluções para atender às demandas do campo e contribuir para um sistema produtivo mais eficiente, resiliente e preparado para lidar com desafios cada vez mais complexos.
“O produtor precisa entender que não existe solução isolada para esse tipo de desafio”, afirma Marcandalli. “É o conjunto de práticas, aliado ao acompanhamento técnico, que determinará a eficiência do manejo.”
Segundo ele, a agilidade das decisões faz diferença para o resultado final. “Quando o monitoramento é bem feito, conseguimos agir mais cedo e reduzir significativamente os impactos na produtividade e na qualidade da matéria-prima”, diz. “Mais do que reagir ao problema, é preciso antecipar cenários e estruturar um manejo consistente ao longo de todo o ciclo. Isso é o que proporciona melhores resultados no campo”, conclui Marcandalli.
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