terça, 30 de junho de 2026
Publicado em 30 jun 2026 - 15:57:46
Documento revela débito de R$ 8,7 milhões e base principal pode ser suspensa em até 30 dias se pagamentos não forem regularizados
Marcília Estefani
Se por um lado a Prefeitura de Ourinhos conseguiu evitar a paralisação imediata da UPA, outro problema grave envolvendo a saúde municipal continua preocupando e pode afetar diretamente outro serviço essencial à população, também na área da saúde.
Documento oficial obtido pela reportagem revela que o município acumula uma dívida de R$ 8.776.673,22 junto à União dos Municípios da Média Sorocabana (UMMES), responsável pela oferta de diversos serviços na área da saúde.
De acordo com a ata da assembleia extraordinária realizada na manhã desta terça-feira, 30/6, o débito envolve contratos relacionados a especialidades médicas, telemedicina, exames médicos, exames laboratoriais, máquinas e também o funcionamento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).

Segundo o documento, em reunião entre representantes da UMMES e representantes da Prefeitura e Secretaria de Saúde de Ourinhos, realizada na segunda-feira, 29, foi apresentada proposta para quitar parte da dívida no valor de R$ 6,5 milhões, sendo R$ 500 mil de entrada e o restante parcelado em 18 vezes. Após análise técnica, porém, o consórcio considerou a proposta inviável.
Diante da situação, prefeitos integrantes da UMMES deliberaram pela paralisação imediata dos serviços utilizados pelo município de Ourinhos, com exceção do SAMU, devido a importância do serviço e para evitar penalização da população, optando-se pelo corte parcial, encerrando de imediato o serviço junto a Base do Jardim Itamaraty.
Foi aberto nesta data um prazo de trinta dias para quitação total dos débitos do município junto ao Consórcio, caso contrário haverá suspensão também do serviço prestado pelo SAMU na base principal de Ourinhos.
Mais cedo, durante pronunciamento público, o vice-prefeito e gestor interino da Saúde, Alexandre Zóio, confirmou que a administração já vinha negociando alternativas junto ao consórcio justamente para evitar a interrupção do serviço.
A situação amplia ainda mais o cenário de dificuldades financeiras enfrentado pela saúde pública municipal, que nesta mesma terça-feira já registrou a suspensão de exames laboratoriais realizados pelo SUS após falta de pagamento à empresa prestadora do serviço.
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