sexta, 17 de julho de 2026
Publicado em 17 jul 2026 - 10:54:03
Dados do serviço mostram que acidentes envolvendo motociclistas permanecem entre as ocorrências mais frequentes, com uma ocorrência a cada 12 horas
Assessoria de Comunicação
As motocicletas ganharam espaço como meio de transporte e ferramenta de trabalho nos últimos anos. Entre os fatores que contribuíram para esse cenário está a expansão dos serviços de entrega e transporte por aplicativos, que aumentou a circulação desses veículos nas cidades.
Ao mesmo tempo, a busca por agilidade no trânsito e o cumprimento de prazos podem favorecer comportamentos de risco, como excesso de velocidade, desrespeito à sinalização, circulação entre veículos em situações inadequadas e uso do celular durante a pilotagem.
Nos atendimentos realizados pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) de Marília, gerenciado pelo Grupo Chavantes. Em 2025, foram registrados 699 atendimentos relacionados a acidentes com motocicletas, média de uma ocorrência a cada 12 horas.
Apenas no primeiro semestre de 2026, outras 325 ocorrências foram contabilizadas.
Em 2025, as colisões entre automóveis e motocicletas foram o tipo de ocorrência mais frequente atendida com 276 registros. Na sequência aparecem as quedas de moto, com 234 casos.
Também foram contabilizados 39 atendimentos classificados como “acidente com motocicleta”, 40 colisões entre motos, 12 acidentes entre motocicletas e bicicletas, além de ocorrências envolvendo caminhões, postes, ônibus e árvores.

Segundo o médico regulador do SAMU de Marília, Dr. João Bermudes, embora fatores externos façam parte da dinâmica do trânsito, muitos acidentes estão relacionados à conduta dos próprios motociclistas. “A moto é um veículo que deixa o condutor mais exposto e, por isso, qualquer impacto pode provocar lesões importantes. Observamos com frequência acidentes relacionados ao excesso de velocidade, ao desrespeito à sinalização, à circulação entre veículos em situações inadequadas e ao uso do celular durante a pilotagem. São situações que podem ser evitadas com uma condução mais segura.”
O médico ressalta que a rotina dos motociclistas profissionais também merece atenção. “Quem trabalha com entregas ou transporte por aplicativo costuma lidar com metas e prazos, o que pode levar à pressa e à adoção de condutas inseguras. A rapidez não pode se sobrepor à segurança. Respeitar as normas de trânsito é fundamental para reduzir o risco de acidentes.”
Em caso de acidente, Bermudes orienta que a primeira medida é acionar o SAMU pelo telefone 192 e informar o endereço com precisão, utilizando pontos de referência sempre que possível, além de informar o número de vítimas e as condições aparentes de cada uma delas.
A partir dessas informações, o médico regulador avalia a ocorrência e define qual ambulância será enviado ao local. Até a chegada da equipe, a recomendação é não movimentar a vítima, principalmente quando houver suspeita de lesão na coluna, não retirar o capacete sem necessidade, não oferecer água, alimentos ou medicamentos.
A coordenadora administrativa do SAMU de Marília, Amanda Scombate Deodato Luizetti, explica que a Central de Regulação é responsável por direcionar o atendimento conforme a gravidade da ocorrência. “Após a avaliação do médico regulador, é definido o recurso mais adequado para cada situação. Dependendo do caso, podem ser encaminhadas uma motolância, uma Unidade de Suporte Básico ou uma Unidade de Suporte Avançado. Enquanto a equipe está em deslocamento, o médico permanece em contato com quem acionou o serviço e fornece orientações que auxiliam nos primeiros cuidados até a chegada do socorro”.
Para a presidente do Grupo Chavantes, Dra. Letícia Bellotto Turim, os números mostram que os acidentes com motocicletas continuam sendo um importante desafio para a saúde pública. “Quando falamos em número de atendimentos, não estamos tratando apenas de estatísticas. Estamos falando de centenas de pessoas que precisaram de atendimento de urgência e de famílias impactadas por esses acidentes. Esses dados reforçam a necessidade de um compromisso coletivo com um trânsito mais seguro”.
SOBRE O GRUPO CHAVANTES – A OSS (Organização Social de Saúde) Grupo Chavantes gerencia 35 projetos espalhados em seis estados brasileiros, o que a posiciona como a oitava maior entidade do setor no país, com uma gestão anual de aproximadamente R$ 720 milhões.
Foto: Magnific/divulgação
© 1990 - 2026 Jornal Negocião - Seu melhor conteúdo. Todos os direitos reservados.