quarta, 19 de agosto de 2026
Publicado em 19 ago 2026 - 11:23:18
Em um dos casos, criminoso se passou por delegado; no outro, golpista utilizou foto de advogada para enganar vítima
Da redação
Dois moradores de Ourinhos procuraram a Polícia Civil na noite de segunda-feira, 17, após serem vítimas de diferentes golpes praticados pela internet. Somados, os prejuízos chegaram a R$ 5.087. As duas ocorrências foram registradas no Plantão Policial de Ourinhos como estelionato e têm autoria desconhecida.

Em um dos casos, um homem perdeu R$ 1.100 depois de ser abordado inicialmente por uma mulher pelo Facebook. No outro, uma mulher transferiu R$ 3.987 após receber mensagens de um golpista que utilizava a mesma foto de perfil de sua advogada.
Golpista se passa por delegado
No primeiro caso, a vítima contou à polícia que foi procurada por uma mulher por meio do Facebook. Ela teria pedido o número de WhatsApp do homem para que continuassem a conversar de forma particular.
Segundo o boletim de ocorrência, durante a conversa os dois passaram a trocar fotografias íntimas. A vítima afirmou à polícia que, em nenhum momento, a mulher havia informado ser menor de idade.
Posteriormente, o homem recebeu uma mensagem enviada de outro número. Desta vez, o interlocutor teria se apresentado como delegado de polícia e alegado que a vítima estaria conversando e trocando imagens com uma adolescente.
Ainda conforme o BO, o falso delegado passou a exigir pagamentos via Pix para supostamente “resolver” a situação.
Temendo as possíveis consequências, a vítima realizou três transferências, nos valores de R$ 200, R$ 300 e R$ 600, totalizando R$ 1.100.
O homem apresentou à Polícia Civil imagens das conversas e os comprovantes das transferências.
Falsa advogada e suposto dinheiro de processo
Pouco depois, outra ocorrência de estelionato foi registrada no mesmo Plantão Policial. Uma mulher relatou ter recebido contato de um número desconhecido que utilizava a mesma foto de perfil de sua advogada.
Durante a conversa, o golpista teria se passado pela profissional e informado que a vítima havia obtido êxito em um processo judicial e teria valores a receber.
Acreditando inicialmente que conversava com sua advogada, a mulher forneceu dados pessoais e bancários. Na sequência, realizou uma transferência via Pix no valor de R$ 3.987.
Após efetuar a transação, a vítima percebeu que havia sido enganada e procurou a Polícia Civil. Segundo o registro, ela pretendia apresentar o boletim à instituição bancária para análise e adoção das providências cabíveis.
A vítima também forneceu à polícia os números utilizados pelos golpistas e o comprovante da transferência.
Alerta para os golpes
Os dois casos reforçam a necessidade de cautela diante de contatos envolvendo pedidos de dinheiro, principalmente quando o interlocutor utiliza situações de urgência, medo ou expectativa de recebimento de valores para induzir a vítima a realizar transferências.
Em contatos atribuídos a advogados ou outros profissionais conhecidos, uma medida de segurança é interromper a conversa e confirmar a informação diretamente pelo número de telefone que a pessoa já utilizava anteriormente.
Também é importante desconfiar de pessoas que se apresentam como policiais ou outras autoridades e exigem transferências de dinheiro para evitar supostas consequências criminais.
As duas ocorrências serão apreciadas pela Polícia Civil.
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