quinta, 20 de agosto de 2026
Publicado em 20 ago 2026 - 17:39:42
Movimento é de alerta e não há indicativo de greve; nova rodada de negociação está prevista para segunda-feira, 24 de agosto
Marcília Estefani
Agências bancárias de Ourinhos e de cidades da região permaneceram fechadas ao público nesta quinta-feira, 20, durante uma paralisação de 24 horas dos bancários. O movimento integra a Campanha Nacional dos Bancários 2026 e ocorre em meio às negociações da categoria com representantes dos bancos.

Em Ourinhos, agências da Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Itaú, Santander e Bradesco ficaram fechadas e sem atendimento ao público, conforme apuração do EnDia.
De acordo com o Sindicato dos Bancários, a mobilização também atingiu municípios da região, com fechamento de agências em Chavantes, São Pedro do Turvo, Ipaussu e Piraju.
Apesar da abrangência do movimento, a paralisação tem duração de apenas 24 horas e não se trata de greve. Até o momento, também não há indicativo de greve nem estado de greve decretado pela categoria.
Com o encerramento da mobilização, a previsão é de retomada normal do atendimento bancário nesta sexta-feira, 21.
Paralisação foi aprovada em assembleia
Em Ourinhos e região, os trabalhadores são representados pelo Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Marília e Região.

A entidade realizou assembleia geral extraordinária na segunda-feira, 17, quando foi aprovada a paralisação das atividades por 24 horas nesta quinta-feira.
O sindicato comunicou formalmente as instituições financeiras e a população sobre a decisão, em cumprimento às exigências previstas na legislação.
A mobilização também recebeu apoio de sindicatos ligados à Federação dos Empregados em Estabelecimentos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Feeb SP/MS). Segundo informações divulgadas pelas entidades sindicais, 87,39% dos participantes da votação aprovaram a paralisação, enquanto 97,11% rejeitaram a proposta apresentada pelos representantes dos bancos.
O que os bancários reivindicam
Entre as reivindicações econômicas apresentadas pela categoria estão reposição da inflação, aumento real dos salários, valorização dos pisos salariais, vale-alimentação, vale-refeição e Participação nos Lucros e Resultados (PLR).

Um dos pontos de divergência envolve, segundo o sindicato, uma proposta para adoção de reajustes diferenciados conforme faixas salariais — menores, intermediários e maiores salários — além do congelamento do piso de ingresso.
As entidades sindicais argumentam que a adoção de reajustes diferenciados pode prejudicar a unidade da categoria e direitos conquistados ao longo das negociações coletivas.
A pauta não se restringe às questões salariais. Em material divulgado durante a paralisação desta quinta-feira, os bancários também defenderam melhores condições de saúde e qualidade de vida, combate ao adoecimento no trabalho, valorização dos trabalhadores do setor bancário e maior respeito e dignidade para a categoria.
Nova negociação está prevista para dia 24
A paralisação desta quinta-feira foi definida como uma mobilização de alerta, e não como início de uma greve.
As negociações continuam e uma nova rodada está prevista para segunda-feira, 24 de agosto, quando representantes dos trabalhadores e dos bancos deverão voltar à mesa para discutir as reivindicações da Campanha Nacional dos Bancários 2026. A negociação ocorre também às vésperas da data-base da categoria, em setembro.
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