segunda, 2 de novembro de 2026

ARTIGO DE OPINIÃO: As fontes jornalísticas, este é o país da contradição

Publicado em 01 nov 2026 - 12:59:56

A imprensa, corretamente, cobra transparência plena dos governos, das instituições e de todos em geral

 

Pedro Cardoso da Costa

 

Existe uma máxima segundo a qual todo “bom” jornalista deve estar cercado de fontes informativas em todos os governos e em todas as instituições.

Os jornalistas afirmam, com galhardia, que obtiveram informações de gente próxima, de pessoas do meio, de gente influente ou de pessoas com acesso a determinadas autoridades ou a figuras de destaque.

Tudo é apresentado numa abstração completa. Nunca dizem quem são essas pessoas, qual é o papel que desempenham naquele meio ou instituição nem de que forma têm acesso às informações.

 

 

 

 

 

Outra contradição, ainda mais evidente, ocorre quando os jornalistas afirmam que determinado documento é sigiloso, mas que uma emissora teve acesso exclusivo a ele. Nunca se sabe quem o repassou, embora seja evidente que a informação veio de alguma fonte.

Nos programas de televisão, é muito comum os jornalistas se vangloriarem de noticiar acontecimentos com base em informações obtidas de suas fontes.

Assim, a transparência tão defendida é exigida de todos os outros, mas não das chamadas fontes.

 

 

 

E o que seria uma fonte? Seria alguém que tem acesso a informações privadas ou restritas em razão do vínculo com determinada instituição, órgão, autoridade ou governo e que as repassa a jornalistas de sua preferência, sabe-se lá por quê.

Seria o alcaguete refinado. São informações que, em princípio, não deveriam ser tornadas públicas nem repassadas a terceiros. Caso contrário, os próprios jornalistas poderiam obtê-las diretamente.

 

 

 

 

Também nenhum jornalista diz qual a contrapartida assegurada às fontes.

Nesse ponto, surgem as explicações para justificar essas diferenças, que parecem existir apenas quando convém à defesa dos próprios interesses. Em períodos eleitorais, as fontes trabalham bem mais.

 

“Não existe Democracia onde o voto é obrigatório”

 

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