quarta, 12 de junho de 2024

A opinião dos Editores e Leitores do NovoNegocião

MUDANDO DE ASSUNTO – Cansados de falar de dengue e buracos, os vereadores enveredaram pela discussão a respeito da política estadual e nacional na última semana. O vereador Cido do Sindicato denunciou o fato de que a presidente Dilma é refém da Câmara dos Deputados. Como se acontecesse de outra forma com a prefeita Belkis.

SAI OU NÃO SAI? – O ex-presidente da Câmara, José Claudinei Messias, foi condenado por improbidade administrativa e perdeu os direitos políticos. Como ocupa cargo no primeiro escalão da Prefeitura, terá que deixar a função. Será que a prefeita vai exonerar Messias?

ANESTESIA GERAL – Vivendo um inferno astral atrás do outro, os ourinhenses parecem anestesiados com as dificuldades dos últimos tempos.  Não bastasse o desastre da administração municipal, a chuva do ano passado, a crescente violência vivida na cidade e a crise financeira, ainda vem a epidemia de dengue trazendo mais sofrimento para os munícipes. 

SUMIÇO – O vereador Inácio J. B. Filho quer saber onde foram parar os semáforos da região central, que foram substituídos por novos. Segundo ele, esses equipamentos poderiam ter sido instalados em outros locais, e insinua que teriam sumido. Um semáforo é grande demais para sumir fácil assim, não?

DESTRUIÇÃO – Vereadores criticaram a administração Belkis por ter acabado com importantes projetos ourinhenses. Sua gestão deu adeus ao time de basquete que foi várias vezes campeão nacional e a projetos sociais como o Lar Santo Antonio e o SOS.

PÉROLA – Na ânsia de atacar a prefeita Belkis, o vereador Inácio foi infeliz ao comentar que a administração não vai bem porque a cidade é governada por uma mulher. Foi mal.

PROFESSOR PARDAL – A intenção pode ter sido boa, mas não deixa de ser risível a sugestão do vereador Roberto Tasca. Ele sugere que a prefeitura mande colocar veneno contra o mosquito da dengue no combustível dos ônibus circular. Segundo o vereador, os veículos em movimento emitiriam o fumacê por todos os bairros da cidade, ajudando a prevenir contra a dengue.  

NEM TODOS CONTRA A DENGUE – Em diversos locais da cidade o lixo continua nas calçadas, aguardando os caminhões do projeto Todos contra a dengue. Apesar do anúncio, a iniciativa não conseguiu o sucesso prometido pelas propagandas oficiais. 

ME ENGANA QUE EU GOSTO – Qualquer leigo percebe o assoreamento exposto pelo esvaziamento do lago da Fapi. A terra e o lixo acumulados estão no nível da calçada, e o que parecia um lago revelou-se uma lâmina d’água. Apesar disso, o secretário de Meio Ambiente, Diógenes Correia Leite, afirmou que não há necessidade de aprofundar o local, e que a Prefeitura apenas vai fazer uma limpeza. Vão tirar os matinhos e voltar a lâmina d’água para enganar os visitantes da Feira Agropecuária. É um crime que precisa da atenção da Promotoria de Meio Ambiente.

ESPALHA RODA – Não são só os funcionários que se queixam da forma de tratamento que recebem do secretário de Cultura. Campeã de reclamações e queixas de perseguição a funcionários, a pasta da Cultura tem ganho opositores entre colegas do primeiro escalão. A falta de habilidade do secretário Fernando Cavezalli rendeu a ele o apelido de “espalha roda”.  

ESCURIDÃO – A CAR – Comissão de Assuntos Relevantes, criada pela Câmara para fiscalizar a aplicação dos recursos recebidos através da taxa de iluminação pública, não conseguiu esclarecer as dúvidas dos vereadores nem dos munícipes. A resposta da prefeita não convenceu, e induz a pensar que o dinheiro tem sido utilizado para outros fins e não para aquilo que se destina. A cidade continua às escuras, e a prefeita não explica nada.

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