sexta, 01 de março de 2024

Acidentes diários tornam o trevo da Vila Brasil em Ourinhos um risco à população – Veja vídeo

Alexandre Q. Mansinho

O trecho da Rodovia Raposo Tavares que corta a cidade de Ourinhos coleciona vários trechos perigosos nos quais as pessoas correm sérios riscos de acidentes. No entanto, no trecho que dá acesso à Vila Brasil a situação é muito mais grave: todos os dias, nas primeiras horas da manhã, na hora do almoço e no final da tarde, pessoas arriscam a vida para atravessar a rodovia passar pelo trecho da rodovia ou pelas vias de acesso. Carretas, caminhões tanque, ônibus, carros, motos, bicicletas e pedestres se misturam num trânsito caótico, mal sinalizado e mal projetado.

Recentemente, durante o debate dos candidatos a prefeito da cidade de Ourinhos, o então candidato Toshio Misato disse que o deputado Capitão Augusto havia conseguido, junto ao governador Geraldo Alckmin, uma verba com o objetivo de construir um viaduto para diminuir os riscos do trecho – no entanto, enquanto as promessas sem prazo para cumprimento são feitas, todos os dias milhares de moradores e motoristas correm risco de perder a vida.

Alexandre da Silva, morador da região que todos os dias vai trabalhar de bicicleta, relata que os acidentes são diários: “o trecho é mal sinalizado e todos os dias há acidentes – as pessoas tem que passar pelo meio dos carros correndo – uma passarela ajudaria a diminuir o problema”. Ainda segundo Alexandre, o horário do almoço é particularmente perigoso: “são alunos voltando da escola à pé, pessoas indo e voltando do almoço e um grande número de carretas na via”.

Por haver várias oficinas mecânicas, vários supermercados e um grande número de lojas do ramo de autopeças, o número de trabalhadores que transitam nas vias de acesso da Raposo Tavares, na região da Vila Brasil, é bem alto: “eu vou todos os dias para o trabalho de bicicleta, já vi vários acidentes – quase todos os dias tem motoqueiro caído aqui – o trevo precisa ser totalmente refeito”, diz Mauro Gonçalves, que mora e trabalha na região. Vale também registrar que houve um grande aumento da população da Vila Brasil e bairros vizinhos nos últimos 5 anos, mas as vias de acesso e a estrutura de tráfego permaneceu a mesma.

“Pela manhã os carros passam em alta velocidade, as carretas nem se importam com essas lombadas aqui – quem vai trabalhar todos os dias à pé corre grandes riscos”, diz Márcia Elaine Alves Ferreira, funcionária do comércio. Márcia alerta que o grande número de loteamentos e casas populares só fez agravar o problema: “temos aqui uns dois quilômetros de rodovia que a população atravessa entre os carros porque não há nem passarela – já houve muitas mortes aqui e nada foi feito”.

Francisco Donizete da Silva, que passa várias vezes por dia no trecho, lembra que foi construída uma passarela mais a diante, próximo ao Terminal Rodoviário, mas, na opinião dele, não houve um bom planejamento: “a passarela que foi feita no Tênis Clube não serve pra nada, pouca gente usa – aqui seria mais útil”.

A reportagem do Novo Negocião entrou em contato com a Prefeitura de Ourinhos e com o Departamento de Estradas e Rodagens questionando sobre os problemas descritos nessa matéria, porém, até o fechamento dessa edição, os dois responsáveis pela engenharia do tráfego da rodovia e de seus acessos não deram resposta.

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