terça, 10 de março de 2026
Publicado em 20 set 2018 - 06:07:44
Da redação
Em novembro de 2017, Jonathan Pereira do Prado matou a jovem Kelly Cadamuro, durante uma carona combinada pelo WhatsApp, quando seguiam juntos de São José do Rio Preto (SP) para Itapagipe (MG). A Sentença foi dada ontem, quarta-feira, 19, pelo juiz de Frutal e passa de 45 anos de prisão.
Segundo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), o réu foi condenado por latrocínio, ocultação de cadáver, estupro e fraude processual. Serão 42 anos, 11 meses e sete dias de reclusão em regime fechado, mais dois anos, 11 meses e sete dias em regime semiaberto.
A sentença foi proferida pelo juiz Gustavo Moreira, por entender que a participação de Jonathan na reconstituição do crime, seguida da confissão, não deixa dúvidas quanto à autoria dos delitos denunciados no inquérito policial. De acordo com o magistrado, detalhes como a abordagem, a imobilização da vítima, o deslocamento da mesma para local ermo e o descarte do corpo no rio foram admitidos pelo acusado.
Outros dois envolvidos no crime – Daniel Theodoro da Silva e Wander Luís Cunha – acusados de receptar os objetos roubados da vítima também foram condenados na sentença desta quarta.
De acordo com o TJMG, Wander foi sentenciado a dois anos e seis meses de reclusão e Daniel a três anos, quatro meses e oito dias de prisão também em regime fechado.
Relembre o caso: Kelly Cadamuro era estudante de radiologia e desapareceu no dia 1º de novembro de 2017 depois de sair de São José do Rio Preto (SP) com destino a Itapagipe (MG), para encontrar com o namorado, de 28 anos.
Os familiares da vítima relataram que ela participava de um grupo de carona e tinha combinado de levar um casal para a cidade mineira. Mas, no momento da viagem, o suspeito Jonathan disse que a namorada desistiu e iria apenas ele.
O circuito de segurança de uma praça de pedágio registrou imagens da jovem passando pelo local dirigindo. Mais tarde, o carro retorna, mas é o homem quem aparece ao volante.
A polícia encontrou o carro de Kelly abandonado e sem as quatro rodas, o rádio e o estepe em uma estrada rural entre São José do Rio Preto e Mirassol (SP).
Dois dias após o fato, três suspeitos foram presos, entre eles Jonathan Pereira. Em depoimento à polícia, ele admitiu ter feito uso do aplicativo para armar o crime e que esperou chegar até um trecho sem movimento da rodovia para pedir que a motorista parasse o carro para ele urinar. A vítima estacionou e ele começou a dar socos no rosto dela.
Durante as investigações Jonathan contou que a vítima teve os braços amarrados por uma corda e foi arrastada. Segundo o delegado responsável pelo caso, ele premeditou o crime.
O corpo da jovem foi encontrado em um córrego entre Itapagipe e Frutal, sem a calça e com a cabeça mergulhada na água. A declaração de óbito apontou que ela foi vítima de asfixia e estrangulamento.
Fonte: G1
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