segunda, 9 de março de 2026
Publicado em 11 ago 2025 - 16:08:56
A Operação foi desencadeada pela Polícia Civil nesta segunda-feira, 11, e mais uma pessoa foi presa na capital.
Da redação
A Polícia Civil deflagrou nesta segunda-feira, 11 de agosto de 2025, mais uma fase da operação que investiga criminosos que agem em plataformas digitais, promovendo a venda de pornografia infantil. A operação “NIX – Oculus Legis” cumpriu 2 mandados de prisão, 3 de internação de adolescentes e 14 de busca e apreensão em São Paulo, Pernambuco, Paraná e Paraíba.

Os dois mandados de prisão foram cumpridos em São Paulo, sendo um na capital onde um indivíduo foi preso e outro em Santa Cruz do Rio Pardo, coordenada pelos delegados Dr. Valdir Alves de Oliveira e Dr. Marcelo, responsáveis pela apreensão de um adolescente de 14 anos.

As investigações, realizadas por meio do NOAD – Núcleo de Observação e Análise Digital, apontaram que o grupo agia como organização criminosa, em plataformas digitais. Além disso, eles fizeram ameaças a autoridades ligadas ao NOAD, após ações anteriores que prenderam importantes lideranças do grupo que agia dentro da plataforma Discord, praticando estupros virtuais, automutilações e indução ao suicídio de centenas de vítimas.

Os alvos desta segunda também são responsáveis por invasão de sites governamentais e inserção de dados falsos. O inquérito investiga o grupo por lavagem de dinheiro e formação de organização criminosa.
“Esses indivíduos precisam entender que a internet não é terra sem lei. O núcleo que criamos na SSP tem uma equipe que está fazendo um trabalho inédito no país para investigar e responsabilizar criminosos que antes se escondiam no anonimato da internet. O fato das autoridades receberem ameaças mostra que nosso trabalho está incomodando, e não vamos parar”, afirma o secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite.

A Operação completa nove meses de investigação, e, nesse período, o núcleo conseguiu catalogar e mapear pelo menos 300 vítimas em todo o país. Porém, a polícia diz acreditar que esse número possa ser muito maior por conta das subnotificações – casos que ainda não foram registrados.
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