terça, 10 de março de 2026

Alta de preços em supermercados tem dificultado a vida do consumidor

Publicado em 21 abr 2020 - 13:07:14

           

O Procon afirma que diante de preços abusivos a população deve denunciar o estabelecimento

 

Marcília Estefani

 

Junto com a pandemia do coronavírus, os ourinhenses passaram a conviver também com a alta dos preços de produtos nos supermercados e farmácias, no que diz respeito ao álcool gel e álcool líquido 70º, bem como alimentos básicos como arroz, feijão e leite.

ESTOCAGEM DE PRODUTOS – O medo da pandemia fez muitas pessoas correrem aos supermercados para estocar comida. A medida influenciou no preço dos produtos, além de prejudicar quem tem menos condição financeira.

Segundo Roberto Lima, proprietário de supermercado no Jardim das Paineiras em Ourinhos, o leite teve alta de 40%, o arroz 20% e o feijão 30%. Ele afirma que a alta vem dos fornecedores. “Não há necessidade de estocar, não vai faltar alimentos”.

O comerciante afirma que a alta dos produtos vem da indústria

“Os consumidores tem que entender que o aumento de preço vem da indústria, não somos fabricantes, apenas revendemos os produtos com uma margem mínima que tem que cobrir as despesas (…) temos notas fiscais de entrada e provamos o aumento”, afirmou Roberto.

ÁLCOOL GEL – A partir do isolamento social, a procura dos produtos nos supermercados aumentou bastante. O álcool gel sumiu das prateleiras e voltou com preços exorbitantes, pois de acordo com as orientações dos órgãos de saúde, o produto ajuda na prevenção do coronavírus.

O Procon de Ourinhos realiza fiscalização em estabelecimentos para verificar denúncias sobre aumentos abusivos nos valores de mercadorias. Uma equipe da regional de Bauru veio até Ourinhos e visitou 14 estabelecimentos, principalmente farmácias e supermercados.

Entre março e abril de 2020, o Procon recebeu diversas denúncias, sendo a maioria sobre álcool em gel. Além da alta de preços, os consumidores também denunciaram a falta de rótulo no produto, o que infringe o Artigo 6°, inciso III do Código de Proteção e Defesa do Consumidor (CDC).

Segundo a gerente do Procon em Ourinhos, Débora Leite Romani, as empresas foram notificadas a apresentar documentação que comprove o valor praticado nos meses anteriores à pandemia do novo coronavírus. Caso seja verificado que houve elevação de preço sem justa causa, os comerciantes estarão sujeitos às sanções previstas no CDC.

A gerente do Procon de Ourinhos, caso seja verificado que houve elevação de preço sem justa causa, os comerciantes estarão sujeitos às sanções previstas

CONSUMIDOR DEVE DENUNCIAR – Para realizar a denúncia, o cidadão deve enviar ao Procon uma foto do produto com etiqueta de preço, ou na gôndola com seu preço visível. Também são aceitas como provas a nota fiscal, propaganda com o preço ou troca de mensagens com informações de valores (orçamento).

O contato com o Procon poderá ser feito pelo telefone (14) 3302-0600, pelo e-mail procon@ourinhos.sp.gov.br ou nas páginas de redes social do Procon Ourinhos no Instagram e Facebook (@proconourinhos).

 

 

 

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