sexta, 24 de maio de 2024

Após 6 anos de espera, mulher quase perde horário para transplantar rim

Renata Tiburcio

Após ser socorrida pelos policiais rodoviários estaduais Brusner e Brandoli, da Base da Rodovia Castelo Branco, a ourinhense Elis Adriana do Nascimento, de 42 anos, conseguiu finalmente fazer seu transplante de rim, no dia 3/3, que foi um sucesso.

Elis contou que esperava um doador de rim há quase seis anos. Ela descobriu que tinha insuficiência renal há sete anos quando teve um inchaço nas pernas, e fez hemodiálise por cinco anos em casa. Nesta quinta-feira, 10/03, Elisa, agora aliviada, concedeu entrevista ao Jornal Novo Negocião, e conta como tudo aconteceu.

“O hospital me ligou pela manhã do dia 02/03 me informando que tinha um rim pra mim e que teria que estar lá ás 6h30 do dia seguinte, para receber o transplante. Foi muito rápido e eu não consegui a ambulância da cidade. Então pedi o carro para o pastor da minha igreja, o Sr Daniel de Melo, que me acompanhou com a esposa Inácia e meu genro Jumaci. Saímos de madrugada. Tudo estava caminhando muito bem, afinal estava a caminho do meu novo rim, a minha salvação, quando próximo ao Posto Frango Assado em Itú-SP, o carro apresentou um problema na embreagem, ou seja, quebrou”, relatou Elis.

Para desespero de todos o carro quebrou ás 05h10, a 102 km de São Paulo. “Foram momentos de muita tensão, uma corrida contra o tempo, pedimos ajuda para polícia militar, bombeiros, concessionária, e todos os órgãos informaram que não podiam me ajudar, eu esperei tanto por isso e estava prestes a perder o transplante, estava muito nervosa com a situação, então um dos frentistas do posto chamou o pastor e deu o número do policiamento rodoviário, que prontamente ofereceu total apoio”, conta a paciente.

Os policiais ficaram muito sensibilizados com a história de Elis e temendo que ela perdesse o transplante pensaram até em solicitar o policiamento aéreo, mas não foi preciso. A paciente e a mulher do pastor foram de carona com os policiais e do caminho mesmo entraram em contato com o hospital informando o ocorrido. A orientação foi que o hospital poderia recebê-la até as 08 horas.

“Foi uma maratona, uma loucura. Os policiais muito sensíveis, correram contra o tempo, ligaram a sirene da viatura e foram pedindo passagem, foi até engraçado, pois todo mundo ficava olhando. Fomos até Araçariguama e de lá com outra viatura até São Paulo. Eu então aproveitei e relaxei, disse para a mulher do pastor sorria e erga os braços, assim eles não vão pensar que somos presas, afinal quem vai preso não está feliz. Eu teria perdido esse rim se não fosse a ajuda deles”, afirma Elis.

Apesar do susto, Elis chegou ao Hospital do Rim ás 7h35, onde passou pelo transplante que foi um sucesso, pois no mesmo dia conseguiu eliminar cinco litros de urina.

Com o veículo consertado Jumaci e o pastor Daniel conseguiram chegar no Hospital do Rim logo após o transplante.

Agora é vida nova, diz Elis “eu não podia entrar em uma piscina, era privada de fazer muitas coisas, inclusive não podia comer vários alimentos. Foram seis anos de muita luta. Vou continuar tomando remédio e seguindo algumas restrições, mas agora é vida nova! Eu quero aproveitar, trabalhar, viajar, tomar sorvete, comer massas. Com tudo isso aprendi como é bom ter saúde e passei a dar mais valor à vida, Deus fez uma grande obra na minha vida, agora é só curtir essa obra ao lado dos meus quatro filhos”, concluiu a transplantada.

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