terça, 10 de março de 2026

Após um ano difícil, ourinhenses falam sobre as expectativas para 2018

Publicado em 19 jan 2018 - 12:09:50

           

Alexandre Mansinho

O ano de 2017 foi, segundo a maioria das pessoas entrevistadas pelo Jornal Negocião, um ano bem difícil em todos os setores da sociedade. Os reflexos de mais de 4 anos de crise econômica e política, no cenário nacional, produziram na cidade de Ourinhos e em todas as cidades da região um clima de desesperança: “tudo indica que, em 2018, teremos uma lenta retomada do crescimento (…) mas ainda é bom que as pessoas tenham “pés no chão” e não façam grandes investimentos (…) quem vende alimentos aqui no centro está esperançoso”, diz Valdinir Leme, comerciante do ramo de alimentos da região central de Ourinhos.

Bruna Priscila Parmegiani, trabalhadora do comércio, está pessimista com o ano de 2018: “muita coisa precisa acontecer para que retomemos o movimento do comércio de três ou quatro anos atrás”. João Victor Parmegiani, também trabalhador do comércio, demonstra mais esperança: “acredito que iremos melhorar sim”.

Gabriel Sanches, comerciante há 34 anos em Ourinhos, tem boas perspectivas para os próximos meses: “no final de 2017 nós já percebemos que houve melhoras, as minhas estimativas para esse ano que inicia são as mais positivas – acredito que, vagarosamente, iremos retomar o crescimento econômico”.

 Segurança Pública – Embora os números da Secretaria Estadual de Segurança Pública não mostrem um aumento da violência, a sensação de insegurança das pessoas e a ousadia dos bandidos acabam aumentando: “por causa do medo todos evitam sair de casa e, indiretamente, isso influi no consumo”, diz Cristiane Nascimento, comerciante. “As medidas tomadas pela Secretaria Municipal de Segurança Pública (SMSP) ainda não surtiram efeito prático (…) quem tem comércio em Ourinhos ainda está com muito medo”, afirma Cristiane.

Ainda no tocante a segurança pública, o secretário da SMSP, Dr. Wagner Soares, tem para 2018 uma perspectiva positiva: o Programa Comunidade Vigilante, que terá seu piloto no Recanto dos Pássaros III, tem o objetivo de diminuir os casos de furtos, roubos e atos de vandalismo: “juntamente com as polícias Civil e Militar, e com a parceria dos moradores, o combate coordenado à criminalidade será mais efetivo e surtirá efeitos muito positivos”.  

 Ano da Copa do Mundo – Por conta da cultura brasileira, muito ligada às tradições futebolísticas, sempre quando é ano de Copa do Mundo há um movimento social e econômico muito grande. Alexandre Mariani, gestor de uma rede de lojas em Ourinhos, afirma que, embora a Copa alimente e estimule o consumo, há as incertezas políticas que acabam desestimulando os maiores investimentos e terminam por atemorizar comerciantes e consumidores: “mesmo sendo ano de Copa, não acredito que teremos um crescimento no consumo – todos ainda estão muito inseguros com o cenário político”.

 Expectativa quanto ao trabalho da prefeitura – Embora o número de pessoas ouvidas pela reportagem não seja o suficiente para se compor uma estimativa confiável, os entrevistados demonstraram uma tendência otimista para com o trabalho do governo municipal. A maior reclamação entre os comerciantes foi a segurança pública, vários deles disseram que, para que pudessem trabalhar com mais tranquilidade durante o horário estendido antes do Natal, precisaram contratar vigilantes para diminuir os furtos e prevenir assaltos. Entre os funcionários do comércio e os munícipes que foram abordados nas ruas, as maiores preocupações são: desemprego e saúde pública.

Dirceu Moreira, atual presidente da ACE (Associação Comercial e Empresarial de Ourinhos), fala ao Jornal Negocião que, superadas as primeiras divergências com a prefeitura no início de 2017, atualmente vê com bons olhos as ações do executivo: “logo no início do governo Pocay, houve algumas “brigas” provocadas principalmente por falta de diálogo, superada essa fase, atualmente percebemos que há um esforço da administração para fazer o melhor (…) Ourinhos é um polo comercial, se valorizarmos o comerciante ele irá gerar empregos e reverter isso tudo para a própria cidade”.

 Geração de empregos – Suemi Chen, imigrante que escolheu Ourinhos para estabelecer seu comércio, está bem otimista com o desempenho do consumo: “produtos populares estão tendo mais saída”. Bianca Cátera, comerciária, se mostra esperançosa inclusive com a geração de empregos: “estamos passando por um momento difícil, mas há vários empreendimentos sendo construídos na cidade que irão gerar empregos e, por consequência, trazer investimento para o município”.

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