domingo, 14 de abril de 2024

Associação Comercial de SP prevê crescimento modesto em 2023

Em Ourinhos, as perspectivas também não são positivas “Estamos preocupados pois as empresas estão fechando as portas, demitindo até 10% do quadro de funcionários e a perspectiva de crescimento é muito baixa”, destacou o presidente da ACE Ourinhos, Robson Martuchi.

Da Assessoria

O presidente da FACEPS (Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo) que também é presidente da ACSP (Associação Comercial de São Paulo), Alfredo Cotait Neto, afirmou que a expectativa de crescimento das vendas do varejo deste ano é modesta: cerca de 1,5% sobre 2022.

Diante de uma expectativa tão baixa vindo da maior associação do Estado, o presidente da ACE Ourinhos, Robson Martuchi destaca uma perspectiva de crescimento muito baixa no município. “Estamos preocupados pois as empresas estão fechando as portas, demitindo até 10% do quadro de funcionários e a perspectiva de crescimento é muito baixa”.

Robson ressalta que o congresso deve tomar uma atitude para colocar o governo federal em uma linha correta de trabalho. “Ficamos preocupados com o rumo do país, do nosso Estado, principalmente porque representamos uma classe muito forte. A missão das associações comerciais é trazer ferramentas para que os empresários possam utilizá-las para manter suas atividades e ampliá-las, fazendo com que isso gere mais emprego e renda para nossa cidade e para a região. Sem empresas não há emprego, sem emprego não há renda. Nosso compromisso com a categoria está mantido, por isso estamos acompanhando de perto, presente aos eventos, ao lado dessas pessoas que estão a frente da ACSP e Facesp”, disse.

Por que uma expectativa tão baixa?

A perspectiva da ACSP é que alguns fatores irão limitar o crescimento do setor, especialmente no primeiro semestre: juros elevados, juntamente com a alta da inadimplência das famílias e a queda na renda.

No segundo semestre as vendas devem acelerar um pouco, sustentadas principalmente pelo Bolsa Família e pela disponibilidade de crédito. Mas não devem deslanchar por conta do elevado nível de endividamento do brasileiro e dos juros proibitivos.

Apesar de o novo governo ter anunciado uma série de medidas fiscais, elas não garantem tranquilidade aos agentes econômicos no médio e longo prazo, de acordo com Marcel Solimeo, economista da ACSP. “Não parecem ser suficientes para estimular o Banco Central a baixar os juros”, disse o economista.

O comércio tem moderado suas projeções também pela frustração com o desempenho do ano passado. Depois de um longo período de restrições às atividades econômicas motivadas pela pandemia de covid-19, parecia que 2022 seria um ano de forte recuperação das vendas. Mas até novembro a alta acumulada é de 1,1%, segundo os últimos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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