terça, 18 de junho de 2024

Associação de Moradores do Jardim Eldorado sofre com falta d’água e instalações precárias

Alexandre Mansinho

Localizada a rua João Bond, mais conhecida como “a rua do lago da Fapi”, a Associação de Moradores do Jardim Eldorado sedia atualmente o Programa Viva Leite e o projeto social Atitude, que dá aula de capoeira para as crianças da comunidade. No entanto, as dificuldades enfrentadas pelos envolvidos nas ações sociais estão pondo em risco a continuidade dos trabalhos – há anos, devido a dívidas de antigas gestões, a Superintendência de Água e Esgoto, SAE, cortou o fornecimento de água para a sede da associação e, como se não bastasse esse problema, as instalações são constantemente alvo de vândalos.

Segundo Gustavo Aparecido Alves, vice presidente da associação, a atual gestão municipal tem dado mais atenção às suas reivindicações: “havia aqui um matagal imenso e, devido ao abandono, a comunidade jogava entulho aqui, também não havia luz, a prefeitura fez uma roçada e limpou o terreno – temos uma instalação elétrica também, mas ainda sofremos com o vandalismo”.

Maíra Franciele Moraes Fiel, presidenta da associação, conta que, embora sejam muitas as dificuldades, o principal problema é o corte no fornecimento de água: “um último levantamento mostrou que a dívida da associação com a SAE é de 12 mil reais, valor que é impossível de pagar – como não há água, todos os projetos que temos atualmente correm risco de acabar e todos os projetos que poderiam ser implementados estão suspensos. Entramos com um pedido de perdão dessa dívida, junto a prefeitura, estamos aguardando a resposta”.

Ainda segundo Maíra Fiel, a comunidade necessita de diversas ações que poderiam ser sediadas na associação: “poderíamos fazer festas, ações culturais, projetos de educação ambiental e até ampliar o prédio, mas tudo isso é barrado porque não temos o básico que é o fornecimento de água”. A Profa. Marisa Amorim, responsável pelo grupo de capoeira SPS, que atende cerca de 50 crianças, também lamenta a precariedade da estrutura: “nosso banheiro está desativado e tem mal cheiro, tudo porque não há o mínimo de água para podermos lavá-lo, a água para as crianças beberem durante o treino nós temos que trazer de casa. Nosso projeto atende crianças em situação de vulnerabilidade social, nosso trabalho pode ser a diferença entre uma vida adulta saudável ou a cadeia e as drogas”.

Gustavo Pereira Gomes, aluno do projeto Atitude, conta que embora haja dificuldades, ele gosta muito de vir aos treinos e acredita que a capoeira é importante para a vida: “eu gosto muito de treinar, gosto dos professores e dos colegas, mesmo faltando água o projeto ainda consegue ser positivo”. Ana Júlia Calisto Costa, também uma das crianças atendidas pelo projeto, confirma que o projeto é muito bom, mas a falta de uma estrutura melhor impede que mais crianças possam fazer parte.

Wilson Roberto da Silva, um dos coordenadores do grupo SPS e que se prepara para receber o título de professor de capoeira, aproveita para fazer uma crítica a algumas pessoas da comunidade do entorno da associação: “depois de um bom tempo a prefeitura veio aqui e fez a roçada, além de retirar todo o entulho – nosso terreno agora está limpo e iluminado, no entanto alguns moradores ainda insistem em jogar entulho nas dependências da associação”, protesta.

Fica o alerta e o apelo dos responsáveis pelo projeto para que a população do bairro Jd. Eldorado colabore com a associação no sentido de não jogar lixo no local e também fiscalizando para que outros não façam o mesmo. Todos unidos contra essas ações de vandalismo e maus hábitos podem colaborar e muito não só com a associação, mas com um futuro melhor para as crianças e consequentemente para o bairro e para a sociedade em geral.

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