segunda, 9 de março de 2026
Publicado em 17 set 2024 - 09:36:17
O filme, que teve como pano de fundo a cidade de Ribeirão do Sul, conta uma história leve e cheia de emoção
Fernando Lima
Um filme com uma história cheia de humor, reflexão e a simplicidade que só o interior pode oferecer é a definição do criador e diretor do longa-metragem Alôncio de Dona Mira, Ronaldo Borges. Natural de Ourinhos, o diretor de audiovisual vive o desafio de produzir conteúdos e filmes no interior paulista.
O filme narra as aventuras dos caipiras Alôncio e Dona Mira, que, com seus corações puros e muita esperança, embarcam em uma jornada em busca de ouro no pé do arco-íris. Além de cativar com suas risadas e momentos tocantes, a trama promete conquistar o público com a conexão com as raízes culturais da nossa terra.

Produzido com o talento local, o filme envolve mais de 100 participantes de diversas cidades, incluindo Ourinhos, Salto Grande, Cambará, e Canitar, além de Ribeirão do Sul, que foi a base principal das filmagens. Ronaldo destacou a dedicação e o talento dos moradores de Ribeirão do Sul envolvidos no projeto: “O nível de naturalidade com que os participantes se entregaram aos papeis foi surpreendente. Este projeto é uma prova viva de que nossa cultura é rica e deve ser valorizada.”

Ronaldo Borges, diretor do filme
Formado em pedagogia, Ronaldo, sempre esteve envolvido com as mais variadas atividades culturais. Ele é mestre de capoeira, artista de circo, já fez programas de rádio e web, televisão, cria conteúdos culturais e realiza outras atividades ligadas à cultura popular regional. Ronaldo concedeu uma entrevista ao EnDia/Negocião, onde fala um pouco sobre sua carreira e sobre o filme.
Este é o seu primeiro trabalho audiovisual?
“Somando todos os trabalhos, creio que ultrapassem os 4 mil vídeos, sendo documentários, humor, cidades, entre outros. Sempre gostei de filmar, fotografar, editar e atuar diante das câmeras. Em relação ao trabalho audiovisual de longa-metragem, já produzi outros, porém não repercutiram tanto como esse atual Alôncio e Dona Mira, o qual agradeço imensamente o apoio das senhoras Salma Aparecida Meroto Beffa, Lucélia de Mendonça, Valdinéia da Silva Pereira e Maria de Lurdes Rorato, que foram fundamentais para o projeto”.
Comente um pouco sobre seus outros projetos.
“Como não consigo ficar parado, resolvi ocupar as horas vagas de finais de semana produzindo o filme Alôncio e Dipirona (disponível no Youtube), isso ocorreu em 2014. Com uma máquina simples nas mãos resolvemos quebrar a rotina, mal sabia que essa brincadeira abriria portas para produções com grande repercussão”.
Você mesmo escreveu Alôncio e Dona Mira?
“Sim, escrevi por gostar muito da cultura caipira e querer divulgá-la”.
De onde veio a ideia do filme?
“Quando criança eu morava em um bairro na zona rural de Ribeirão do Sul, observava atentamente os costumes e linguagens típicas, aí tive a ideia de retratar através do audiovisual essa cultura que nos encanta”.
Porque você decidiu filmar na cidade de Ribeirão do Sul?
“Na realidade temos cenas em Ourinhos, Cambará, Salto Grande e Canitar, porém o destaque maior está em Ribeirão do Sul, devido ao amor, carinho e ao grande apoio cultural encontrado através dos munícipes e órgãos públicos”.
Os atores são profissionais ou são todos pessoas da própria cidade?
“Com muita alegria falo dos atores, pessoas da comunidade que cumpriram a missão com muito talento, não as trocaria por pessoas já acostumadas com as câmeras, pois tenho um enorme prazer em incentivar e mostrar que todos são capazes”.
Como foi o processo de seleção de escolha do elenco?
“Não houve escolha, todos que manifestaram interesse foram incluídos. Tivemos mais de 100 pessoas, inclusive já estamos cadastrando novos interessados para a próxima produção, ano 2025”.
De onde vieram os recursos para realização do filme?
“Os participantes foram voluntários, não utilizamos nenhum equipamento profissional, a edição e produção geral ficou por minha conta, onde com muito amor e dedicação seguia madrugada a fora editando”.
Você teve apoio financeiro de empresas, órgãos, poder público?
“Sempre ouvia outros produtores dizerem que não se faz um longa-metragem com menos de 100 mil reais, no entanto, conseguimos fazer quase sem recursos. Fizemos rifas e alguns comerciantes ajudaram na compra de alguns apetrechos utilizados nas filmagens. O maior apoio veio da Prefeitura Municipal de Ribeirão do Sul através do Departamento de Educação e Cultura fornecendo todo suporte como; telão, palco, som, cadeiras, banheiros químicos e até pipocas grátis”.
Quais as principais dificuldades de realizar cinema no interior?
“Cinema de nível profissional eu não saberia te responder, me intitulo como produtor amador, acostumado a trabalhar com o que temos, dessa forma não encontro dificuldades para produzir”.
Quais são os planos de trabalho audiovisual para o futuro?
“Se tratando do audiovisual que é minha paixão, já tenho mais três textos prontos que serão colocados em prática em breve”.

O lançamento de “Alôncio e Dona Mira” acontecerá no dia 20 de setembro, na Praça Ferdinando Silvestre, em Ribeirão do Sul, com início previsto para às 19 horas. O diretor reitera o convite para prestigiar o filme “Toda a população da região está convidada a prestigiar essa obra que é muito mais que um filme; é um verdadeiro tributo à nossa cultura e às pessoas que fazem dela uma parte essencial de nossas vidas”.
O pré-lançamento do filme aconteceu no último fim de semana em Ribeirão do Sul, e os convidados puderam curtir, em primeira mão, todas as emoções do longa. Confira as fotos desse evento:
Imagens: Divulgação.
© 1990 - 2023 Jornal Negocião - Seu melhor conteúdo. Todos os direitos reservados.