terça, 10 de março de 2026
Publicado em 05 out 2016 - 08:51:13
PRA BAIXO – O período de campanha eleitoral chega ao fim. O que o ourinhense viu foram muitas acusações e exposição das nossas mazelas e dificuldades. Como todos os candidatos se apresentam como os salvadores da Pátria, provavelmente todos os problemas serão resolvidos a partir de 2017.
PROMESSA I – A campanha do candidato Mário Ferreira expôs o relacionamento corrupto que existe entre a Prefeitura e a Câmara, especialmente usando cargos comissionados como moeda de troca. Mário afirma que, se for eleito, não vai fazer alianças nem trocas de nenhuma natureza. Será que é possível governar sozinho, sem os grupos e partidos políticos?
PROMESSA II – O candidato Lucas Pocay diz que, se for eleito, vai resolver os problemas da saúde e do asfalto na cidade. Acontece que o atendimento à saúde é feito através de programas municipais, do Estado e do Governo Federal. Não depende só do prefeito. Será que é possível conseguir sucesso já que isso depende também de outras instâncias governamentais?
PROMESSA III – O candidato Toshio afirma que, se for eleito, os moradores poderão se comunicar com a prefeitura e solicitar a realização de serviços públicos através de um aplicativo de celular. Com a ineficiência dos serviços públicos, muitos deles realizados por empresas terceirizadas, será que é possível colocar essa ideia na prática?
PROMESSA IV – O candidato Robson Sanches afirma que, se for eleito, vai proporcionar transporte gratuito para todos. Robson não informa onde vai conseguir recursos para bancar esse serviço e de que maneira a iniciativa poderá ser colocada em prática.
SOCORRO O DINHEIRO SUMIU! – Isso ninguém falou. Que a capacidade de investimento da Prefeitura está drasticamente diminuída, e que os repasses dos governos do Estado e Federal também minguaram. Os candidatos apresentaram projetos e fizeram promessas como se não estivéssemos em grave crise econômica.
OBSERVANDO – Os números divulgados pelo Observatório Social de Ourinhos estão sendo conhecidos pelos ourinhenses, e até usados por alguns candidatos. A atuação da Câmara e as licitações realizadas pela Prefeitura estão sendo fiscalizadas pelo grupo.
NÃO BASTA – A atuação do Observatório Social está apenas começando. Mas é preciso ir além da divulgação dos números. Quando o assunto é o trabalho do vereador, por exemplo, se observarmos os dados divulgados, pode-se deduzir que um bom trabalho é medido pelo número de requerimentos, moções ou projetos de lei. Acontece que alguns vereadores produziram um grande número deles, mas de nenhum valor prático. É preciso avaliar a qualidade desse trabalho, e não apenas a quantidade.
DEBATES – Os debates entre os candidatos a prefeito foram organizados pela OAB e Jornal NovoNegocião, e foram motivo de conversas durante toda a semana. A população acompanhou atentamente, buscando conhecer melhor os concorrentes. Iniciativas como essa auxiliam o eleitor a escolher melhor o seu candidato.
FISCALIZANDO I – Apesar da avaliação negativa que se faz da Câmara de Ourinhos, é preciso lembrar que sua atuação já foi muito pior em outros mandatos. Graças ao trabalho dos atuais vereadores foi descoberto o esquema do Vale-transporte, que desviou mais de R$ 4 milhões dos cofres municipais. Recente, a CPI das Licitações trouxe revelações de supostas fraudes em concorrência desde 2008. O MP investiga.
FISCALIZANDO II – Em 2014 outra CPI apurou irregularidades como a falta de licitação para a prestação de serviço de transporte público desde 1979. Trouxe a tona a falta de fiscalização e sonegação de ISS pela AVOA que foi multada em R$ 82 mil e teve que dar explicações ao MP sobre a suspeita de que milhões estavam sendo sonegados desde 2009. O caso evolveu auditores tributários da PMO encarregados de fiscalizar o setor, o fiscal Reginaldo Maximiano foi encontrado morto por facadas em circunstâncias misteriosas 4 dias depois de depor na CPI e revelar a suposta sonegação milionária.
NÃO PLANTANDO, TAMBÉM DÁ – Informações extra oficiais dão conta de que supostas fraudes estariam ocorrendo no programa Federal de Agricultura Familiar que abastece a merenda das escolas municipais. O programa em parceria com a prefeitura, é fiscalizado pelo Conselho de Alimentação Escolar – CAE, que teria recebido as denúncias em 2015 e só agora elaborou um relatório apontando as supostas irregularidades envolvendo alguns agricultores da Associação dos Produtores de Ribeirão Grande. Em vez de plantar os gêneros alimentícios como exige o programa, os envolvidos estariam supostamente comprando os produtos no Ceasa e vendendo a PMO como se tivessem cultivado.
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