quarta, 17 de julho de 2024

Coluna Poucas & Boas 11/12

Publicado em 12 dez 2015 - 09:37:04

           

ATRÁS DO PREJUÍZO – Na última sessão da Câmara o vereador Zóio cobrou ação preventiva de combate ao mosquito aedes aegypti. A proliferação desse inseto que transmite inúmeras doenças está atrelada à sujeira e água parada, encontradas por todo canto na cidade. Inúmeros terrenos baldios pertencentes à administração e particulares continuam imundos sem que haja fiscalização por parte da Prefeitura. Depois não adianta chorar.

FALTA REMÉDIO – Pra variar quem mais sofre com a crise são as pessoas da classe mais pobre. O desemprego é uma realidade na cidade e famílias se queixam que diversos medicamentos estão em falta no Posto de Saúde, trazendo mais dificuldades neste final de ano.  

 PEDALANDO – Se a presidente Dilma corre o risco de sofrer impeachment por causa das chamadas “pedaladas” fiscais que teriam acontecido sem a autorização da Câmara Federal, por aqui a prefeita Belkis está bem tranquila. A Câmara aprovou na última sessão projeto que desvia recursos vindos do Governo Federal para a folha de pagamento dos funcionários. O vereador Ignácio J. B. Filho votou contra, e justificou com a incorreção do projeto aprovado. 

FISIOLOGISMO – Os vereadores Cido do Sindicato e Antonio Carlos Mazzetti (Tico) apresentaram o projeto da prefeita Belkis que pediu autorização da Câmara para remanejar recursos federais para a folha de pagamento do município. Os dois, que aparentemente formam a bancada oposicionista, encabeçaram os pedidos e fizeram a defesa do projeto, justificando que os funcionários públicos municipais não poderiam ficar sem salários. Veremos o que o Tribunal de Contas vai achar desta medida. 

RELAÇÕES INCESTUOSAS – Apesar da renovação apresentada neste mandato na Câmara Municipal, isto não significou novas atitudes. Vereadores veteranos e os que ocupam o mandato pela primeira vez continuam exercitando a velha fórmula do toma lá, dá cá, indicando nomes para ocupar cargos em troca de aprovação de projetos vindos da Prefeitura. 

FORA DA REDE – Funcionários que ocupam cargos em comissão estão abandonando seus perfis em redes sociais, para justificar o fato de não estarem compartilhando as mensagens do perfil da Prefeitura Municipal, conforme exigiu a prefeita Belkis. Segundo informações, sentem vergonha de fazer isto. 

SELO SUJO – O ano chega ao fim e o Centro de Educação Ambiental de Ourinhos continua existindo apenas em uma placa fixada em um prédio anexo à Biblioteca Municipal. A instalação do Centro foi exigência para que a Prefeitura conseguisse o Selo Verde, atestando que o município realiza projetos na área do meio ambiente. A prefeita Belkis deveria ter vergonha de instalar um Centro Fantasma, que só existe na placa pendurada na parede.

CONSTRANGIMENTO – Durante o lançamento do Observatório Social ocorrido na última sexta-feira, um dos palestrantes citou um exemplo que caiu como uma luva para a prefeita Belkis presente ao evento. Comentando sobre possibilidades de corrupção, ele citou o caso de uma funcionária pública que oficialmente estaria participando de um curso de capacitação, mas que na verdade o evento era mais uma festa de congraçamento entre colegas de trabalho. Qualquer semelhança com o Caso Tayayá não é mera coincidência. 

TRISTE MEMÓRIA – A cidade quase centenária comemora mais um ano de existência neste domingo. Precisando de correção de rotas em diversas áreas de seu desenvolvimento, Ourinhos lamenta também o abandono do espaço destinado à preservação de sua memória. A Casinha da Memória e Museu Municipal é um projeto esquecido pela atual gestão da cultura na cidade. O prédio está deteriorado, com goteiras e cupim, e não recebe visitas. Lamentável.  

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