terça, 18 de junho de 2024

Coluna Poucas & Boas 21-08

ENTRANDO PELO CANO – A assessoria de comunicação da Prefeitura distribuiu matéria sobre a obra anti-enchentes que a administração está fazendo no Jardim Ouro Verde. Uma foto da prefeita ilustra a matéria, e ela aparece em cima de um cano utilizado para o escoamento da água. Exageros que beiram o ridículo.

DEBUTANDO – Um grupo ligado à Maçonaria e de diferentes segmentos na cidade também esteve presente na última reunião da Câmara, pressionando para a redução dos salários dos vereadores.  

AFINANDO – Quem acompanhou a última sessão na Câmara quando o presidente José Roberto Tasca encerrou a reunião muito antes do que costuma acontecer, teve a impressão que os vereadores afinaram, amedrontados com o público que lotava o plenário.

ORQUESTRADO – A falta de foco na reivindicação popular na última sessão da Câmara revelou que muitas pessoas nem sabiam o que estavam fazendo por lá. Jornais e sites financiados pela Prefeitura incentivaram a manifestação que interessa à prefeita Belkis porque desmoraliza a ação do Legislativo. É só analisar as pesadas críticas à administração que têm sido feitas pelos vereadores neste mandato.

MENTIRAS – A divulgação do resultado da CPI do Vale Transporte expôs a corrupção na Prefeitura. Como o assunto não interessa à administração, e a denúncia foi feita pela Câmara, começaram a surgir boatos de que os funcionários públicos estariam recebendo um número menor de vales transporte e a culpa seria dos vereadores. Jogando no ventilador, pra ver se espalha.

VEXAME – Foi constrangedor o depoimento da religiosa Cristiane na última sessão da Câmara. Ela expôs com sinceridade a situação de penúria vivida pelo Lar Santa Tereza Jornet, o Asilo dos velhinhos, revelando o descaso da Prefeitura com a entidade. Dias depois, em sua página no facebook, o Lar informou que recebeu 50 mil reais através do Conselho do Idoso, recurso que havia sido doado pelo empresário Roque Quagliato. Segundo as religiosas, a Prefeitura se recusava a repassar o dinheiro para a entidade, e só o fez depois das reclamações públicas das religiosas, e um telefonema do doador à prefeita ocorrido na última quarta-feira. Que feio!

APROVEITANDO – O vereador Lucas Pocay aproveitou o clima de insatisfação e cobranças na plateia na última sessão para fazer discurso de apoio. Vamos ver se vai concordar com a redução dos salários dos vereadores também.

SENTANDO EM CIMA DO RABO – E criticando o rabo do outro – é assim que age a atual administração municipal. Enquanto cobra que as normas de segurança e acessibilidade sejam seguidas pelos empresários e comerciantes, a maior parte dos prédios públicos funciona sem alvará, como é o caso do Teatro Municipal ou o Centro Cultural. Mas experimente abrir um negócio qualquer e não seguir as regras que logo será notificado. Da mesma forma, terrenos públicos estão tomados pelo mato, não existem calçadas nem placas indicativas com nome de ruas. 

QUEM QUER? – O grupo político da prefeita Belkis não consegue apresentar um candidato para as próximas eleições. Enquanto isso, pessoas ligadas à administração se esmeram na produção de boatos a respeito de candidatos que seriam lançados por outros partidos, só pra embolar o meio de campo e confundir a opinião pública. 

PALMAS PARA CDMO – Para não esquecer: A CPI do Vale Transporte foi instaurada porque um grupo de jovens ourinhenses chamado de Comitê de Debate e Mobilização de Ourinhos, o CDMO levantou a lebre no começo de 2013, chamando a atenção para o preço da passagem de ônibus. O questionamento se estendeu à forma como a Prefeitura fiscalizava o pagamento de ISS, revelando que a empresa AVOA não recolhia o imposto aos cofres públicos. Em filme divulgado na época, a prefeita Belkis admite que não sabia que a Prefeitura era a responsável pela fiscalização.

ABANDONADO – A falta de projetos desenvolvidos pelo Museu Municipal tem sido alvo de críticas nas redes sociais. O prédio está abandonado e chove dentro, danificando o acervo. Além disso, a atual gestão da cultura não desenvolve projetos na área, e a maioria da população nem sabe que a cidade possui um Museu. 

PREJUÍZO – A prestação de contas da Fapi, ainda não divulgada, vai concluir que o evento deu prejuízo. Serviços de locação de equipamentos e mão-de-obra utilizados podem ter sido lançados como despesas realizadas, como se tivessem sido pagas. Aí dá prejuízo mesmo.

ESCLARECIMENTO – Com relação à nota nesta Coluna na edição anterior, a SAE – Superintendência de Água e Esgoto de Ourinhos esclarece que desde o 2º semestre de 2014 está em tratativas com a CPFL Energia solicitando a autorização de postes de energia para que possam ser afixadas lixeiras, por ser este o método mais econômico. Cidades como São Paulo, São Bernardo do Campo, Bauru, dentre outras, já utilizam postes de energia para instalar lixeiras. Nesta semana, a SAE obteve resposta da CPFL Energia indeferindo o uso do poste como suporte para as lixeiras.  A SAE está estudando novos meios para viabilizar a instalação de lixeiras sem o uso do poste como suporte.

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