domingo, 19 de maio de 2024

Coluna Poucas & Boas 22 a 28/04

PERIGO EM ANO ELEITORAL – Se a prefeita Belkis já foi vaiada na abertura da Fapi em anos anteriores, todo cuidado é pouco em ano eleitoral. Para não correr riscos, a prefeita só é vista em solenidades públicas, com a presença de assessores. O maior desafio para o grupo político Belkis-Toshio nas próximas eleições será esconder a prefeita. 

TÁ RUIM – A última sessão da Câmara foi marcada por acusações de problemas no setor da saúde na cidade. Segundo vereadores as filas para atendimento por oftalmologista ou realização de exames ultrapassam de mil pacientes cada uma. Quando o caso é a realização de cirurgias a coisa piora, e a espera pode ser de 2 a 3 anos. Como se um doente pudesse esperar…

FRIGIDEIRA – Que a situação da saúde pública na cidade é complicada todo mundo sabe. Falta transporte, falta remédio, faltam médicos e equipamentos. Mas por trás das acusações dos vereadores existe a vontade de “queimar” o secretário André Mello, possível candidato do grupo Toshio-Belkis nas próximas eleições.

CASA DA MÃE JOANA – Assim como um grupo de empresários e políticos realiza a Fapi usando recursos públicos e não precisam nem prestar contas, a realização de diversos eventos no mês de abril no barracão da AIOR também chamou a atenção do vereador Roberto Tasca, que quer saber quem foram os realizadores da Feira de Artesanato, quanto custou o aluguel do stand e o valor arrecadado com o evento. 

DEU RUIM – Foi risível a matéria produzida pela coordenadoria de comunicação da Prefeitura a respeito do pedido feito pelo Ministério Público para que a prefeita Belkis demitisse cargos de confiança considerados irregulares. Ninguém acreditou na história contada pelos assessores da Prefeita que disseram que ela exonerou alguns ocupantes de cargo para economizar recursos ou para atender reivindicação popular. Na verdade a prefeita foi obrigada pelo Ministério Público a realizar as demissões. Se não fosse assim, ficaria tudo na mesma. 

QUALQUER SEMELHANÇA…. – O país assistiu estupefato no último domingo a votação dos deputados a respeito do encaminhamento do processo de impeachment da presidente Dilma. O que se viu e ouviu foram discursos vazios repletos de erros de português e performances teatrais, onde sobraram menção às famílias dos deputados, e referências religiosas. Infelizmente o posicionamento da maioria dos nossos vereadores, divulgado pela mídia é muito parecido. 

CULPA DO POVO – A Prefeitura continua insistindo em alertar que colocar fogo no mato na beira de estrada ou em terrenos é crime como se a responsabilidade em manter essas áreas limpas e roçadas fosse somente responsabilidade da população. Além da fumaça representar um risco para os motoristas, a prática é extremamente prejudicial para o meio ambiente que em Ourinhos sofre com incompetência do secretário de Meio Ambiente. E pensar que Ourinhos ganhou o Selo Verde…. 

ME ENGANA QUE EU GOSTO – A prefeita Belkis entregou pedido de recursos financeiros ao governador para realizar o Festival de Música. O evento, que já levou o nome da cidade para todo o país, teve visível declínio durante o atual governo. O número de estudantes inscritos despencou e o envolvimento com a cidade praticamente não existe. Conseguiram acabar com um evento que tinha mais de dez anos e que revelou a cidade no cenário cultural do país. Mesmo que todo mundo saiba disso, os releases da Prefeitura vão dizer que foi um sucesso. Me engana que eu gosto. 

 

 

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