sexta, 21 de junho de 2024

Coluna Poucas & Boas

NÓIS NA FITA DE NOVO – Esta coluna já denunciou o fato da cidade não possuir lixeiras em espaços públicos. Experimente andar no centro e procurar uma, não vai encontrar. Se na região central é assim, a situação nos bairros é muito pior. Um morador enviou fotos da precariedade das poucas lixeiras existentes nos bairros para a TV Tem, que fez matéria sobre o assunto. A SAE não tem recursos para colocar lixeiras pela cidade mas a tarifa da água foi aumentada várias vezes. E o Superintendente, o que tem a dizer sobre isso?

DESPREZO – A vizinha cidade de Assis vai inaugurar em dezembro um teatro que receberá o nome de Sergio Nunes Faria. Enquanto isso, em Ourinhos, onde morou por anos e contribuiu para a cultura de forma incontestável, Sergio Nunes é nome de uma concha acústica invisível. Ou seja, não é nome de nada.

CADÊ A CONCHA, BELKIS? – O governo caminha para o final do terceiro ano e a prefeita Belkis não explica os motivos pelos quais ainda não reconstruiu a Concha Acústica, demolida na gestão do ex-prefeito Toshio, por falhas na estrutura no processo de construção. A prefeita não fala quando vai retomar as obras nem se os R$ 500 mil empregados ali e que viraram entulho serão devolvidos aos cofres da Prefeitura. Desrespeito com a população é o nome desse comportamento.

ENGANA TROUXA – Nas semanas que antecederam a realização da Fapi a Prefeitura deu um “tapinha” no lago, fazendo uma limpeza superficial. O lago continua assoreado e sujo, com mato crescendo no meio da água e se destacando na paisagem. Ninguém sabe para o que serve a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, coordenada por Diógenes Correia Leite, que conseguiu até inventar um Centro de Educação Ambiental que nunca existiu, só para obter o Selo Verde para o município. 

PASSADO QUE CONDENA – Pelo perfil de alguns candidatos a candidato a vereador, as próximas eleições serão recheadas de denúncias e escândalos. Tem desafetos guardando documentos e fotos que podem acabar com a pretensão de alguns candidatos. 

PEIXÃO AMOITADO – O relatório da CPI do Vale Transporte deixa dúvidas que talvez sejam resolvidas pela Justiça. Ninguém acredita que só as pessoas que foram citadas têm culpa no cartório, até ameaças de morte constam nos depoimentos. Tem peixão amoitado, que pode ser desmascarado em novas etapas da investigação. É bom lembrar que na outra CPI que investigou sonegação de ISS pela AVOA, um funcionário público testemunha no caso apareceu morto em situação que até agora não foi esclarecida.

O CABIDEIRO E OS ROMBOS – Tal qual na CPI do Transporte Público, a primeira do governo Belkis que revelou sonegação de ISS por parte da AVOA, a segunda CPI, que descobriu desvio de quase R$ 4 milhões de reais no programa de distribuição de vale transporte aos servidores, demonstra que a falta de fiscalização na prefeitura é um problema recorrente. Na primeira os funcionários encarregados de fiscalizar não tinham preparo técnico necessário para as funções e cargos que ocupavam, tampouco apoio e orientação dos superiores incluindo-se o titular da pasta. Na segunda CPI além da falta de fiscalização outro aspecto chama a atenção. A nomeação de apadrinhados políticos para cargos de confiança sem qualificação só faz piorar o desempenho da administração. O resultado é esse, a incompetência do cabideiro proporcionando sonegação de impostos e desvio milionário de dinheiro público.

FAPI – E a prestação de contas da Fapi que deveria acontecer em 60 dias? Será que estão tentando esconder alguma coisa? Houve investimento de dinheiro público ali, e a população precisa conhecer de que forma foi aplicado, e quem ficou com os lucros obtidos com o evento. 

ORGIA NA IMPRENSA – O vereador Inácio J. B. Filho tem denunciado o uso de dinheiro público usado para financiar jornais e sites da cidade. Incansável, Inácio levantou documentos dos pagamentos, fez pesquisas nas cidades próximas para saber o quanto é gasto e fala sobre o assunto em praticamente todas as sessões. Num passado recente, quem levantou essa bandeira foi o vereador Vadinho, que renega seu passado não abrindo o bico. Prefere viver na zona de conforto, e o povo e o dinheiro público mal aplicado que se danem.

ESTAMOS RICOS? – A prefeita distribui matérias pelos jornais divulgando as viagens que faz em busca de recursos para sua gestão. Enquanto isso, a Biblioteca Municipal foi mudada de um prédio onde o aluguel era R$ 2.500,00 para uma casa muito menor cujo aluguel custa o dobro. Tá certo isso?

DEU SONO – Se a Câmara inovou com a transmissão das sessões ao vivo através da TV, por outro lado o ritual engessado das reuniões de vereadores afasta os telespectadores. A leitura do relatório da CPI que investigou o desvio dos vale-transportes de servidores da Prefeitura demorou mais de três horas, afugentando aqueles que acompanham os trabalhos legislativos pela TV. Se a transmissão ao vivo teve como objetivo aproximar a população da Câmara Municipal, é preciso criar alternativas para não afastar nem cansar os que tentam assistir.

CRIADOR E CRIATURA – Além do vereador Lucas Pocay que tem anunciado aos quatro cantos que é candidatíssimo a prefeitura nas próximas eleições, a Câmara de Ourinhos terá outras baixas com pelo menos mais dois vereadores não se candidatando a reeleição. Inácio J. B. Filho tem confirmado nos bastidores que não será candidato e trabalhará pela eleição do seu assessor Rogério Rosa. Já Silvonei Rodrigues o “Esquilo” embora não tenha se manifestado publicamente, é dado como certo sua desistência em concorrer abrindo espaço para sua cria política, o assessor Santiago Angelo. 

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