terça, 21 de maio de 2024

Consumidores já pagaram mais de R$ 700 bilhões em impostos em 2015

Assessoria de Comunicação

O Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) registrou no último dia 15 a marca de R$ 700 bilhões. No ano passado, igual valor foi alcançado apenas no dia 9 de junho, o que denota um aumento no ritmo da arrecadação causado pelo fim de desonerações e do aumento de alíquotas de impostos, como a do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

A metodologia para se chegar aos números do Impostômetro está sendo refeita para andar em sintonia com as mudanças nos cálculos do PIB realizadas recentemente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). Com isso, a arrecadação deve crescer ainda mais.  

Com os novos cálculos o painel deverá ultrapassar a marca de R$ 2 trilhões no último dia do ano. Com a nova metodologia os valores exibidos pelo painel passam a considerar novos dados de arrecadação, como o Imposto de Renda Retido dos funcionários públicos estaduais e municipais, novas taxas e contribuições federais determinadas pela Lei nº 13.080/2015 (arrecadações de entidades e fundos como contribuições para o Sistema S, FNDE, Incra, DPC, Apex-Br e ABDI). 

Também foram incluídas arrecadações de municípios que não estavam sendo informadas à Secretaria do Tesouro Nacional. 

O vice presidente da Associação Comercial e Empresarial de Ourinhos e diretor titular regional da Fiesp, Robson Martuchi, avalia que o momento é extrema cautela em razão da crise vivenciada na economia brasileira que vem ocasionando queda na produção e demissões em massa em vários setores da indústria e do comércio. “A medida tomada pelo governo no início do ano de aumentar os impostos foi um grande absurdo, pois novamente recorreu ao reajuste da carga tributária para socorrer suas finanças ao invés de controlar os seus próprios gastos. Isso vem acarretando um efeito ‘bola de neve’, onde a produção diminui, os trabalhadores ficam sem emprego e as lojas não vendem porque o consumidor não tem poder de compra. Já estamos sufocados por tantos impostos e não podemos aceitar que ano a ano tenhamos novas elevações de taxas, falências e demissões em massa como estamos presenciando”, concluiu.

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