terça, 10 de março de 2026

CPI da Delfim Verde é suspensa por uma semana durante última Sessão

Publicado em 09 jun 2020 - 15:49:38

           

A suspensão ocorreu durante a última Sessão da Câmara Municipal, em decorrência de uma Representação protocolada por um servidor público, que acusa o Vereador Vadinho, relator da CPI, de quebra de decoro parlamentar

 

Marcília Estefani

 

Durante a 19ª Sessão da Câmara Municipal de Ourinhos, realizada na noite da segunda-feira, 8, foi suspensa a CPI da Delfim Verde, instaurada para apurar denúncia do empresário Ricardo Xavier Simões sobre supostas irregularidades durante negociação de Dação em pagamento de dívida da empresa Delfim Verde com a Prefeitura, além de investigar possíveis atos ilícitos praticados por agentes públicos.

Entenda os fatos – O Vereador Éder Mota (MDB) foi quem pediu a suspensão, baseado numa Representação protocolada pelo servidor público Márcio Roberto Fermiano, denunciando quebra de decoro parlamentar por parte do vereador Edvaldo Lúcio Abel (Vadinho) em relação à denúncia do empresário Ricardo Simões.

 

Empresário Ricardo Xavier Simões proprietário da Delfim Verde

 

Por 9 votos a 4, os vereadores da base aprovaram o pedido de suspensão dos trabalhos da CPI por uma semana, até que seja votada a aceitação ou não da Representação contra o vereador Vadinho, que é o relator da Comissão Parlamentar de Inquérito. Se aprovada a representação, Edvaldo Lúcio Abel ‘Vadinho (PSDB), pode ter seu mandato cassado.

Com a interrupção momentânea dos trabalhos da CPI, o depoimento do empresário Ricardo Simões, que seria realizado nesta terça-feira, 9, foi suspenso.

A Câmara Municipal informou que, como a Representação foi protocolada ontem (08) e a Lei Orgânica do Município em seu Artigo 121, inciso 2, determina que a conduta será de leitura e consulta ao plenário pelo recebimento ou não da denúncia e que para aprovação são necessários 2/3 dos votos dos membros da Câmara, não havia tempo hábil de convocação do suplemente do vereador Edvaldo Lucio Abel e, por isso, foi dada publicidade à Representação e na próxima Sessão Ordinária, que acontecerá na segunda-feira, 15 de junho, estará na pauta para votação.

REPRESENTAÇÃO – O servidor público da Superintendência de Água e Esgoto de Ourinhos, Márcio Roberto Fermiano, protocolou documento na segunda-feira, 8, denunciando quebra de decoro parlamentar por parte do vereador Edvaldo Lúcio Abel (Vadinho) em relação à denúncia de Ricardo Simões.

Vadinho é acusado de ter armado junto ao empresário, uma falsa denúncia para prejudicar o prefeito Lucas Pocay e secretários, citados na Receita Federal de Marília pelo proprietário da Delfim Verde.

VEREADOR EDIVALDO LÚCIO ABEL – Vadinho afirmou na Câmara que já entrou na justiça pedindo direito de resposta ao veículo de comunicação que publicou as acusações contra sua pessoa, que os áudios divulgados são inaudíveis, e que estão tentando acabar com a CPI por não ser composta por vereadores da base. Ele não esconde que esteve com o empresário Ricardo Simões e o levou até Marília.

 

Vereador Edvaldo Lúcio Abel, Vadinho, é acusado por quebra de decoro parlamentar

 

VEREADOR CÍCERO DE AQUINO – Como presidente da CPI, Cícero se posicionou contrário à suspensão, declarou estar envergonhado com tal decisão, que desta forma “a Casa perde sua independência”. Segundo o vereador, a Representação é infundada, pois Vadinho não é investigado no caso, e nem testemunha, portanto não há impedimento para que continue a CPI. Ele disse conhecer o denunciante, que é servidor da SAE, e apoiador do prefeito, mostrando inclusive uma conversa que tiveram através de um aplicativo de bate-papo, onde sugere que Cícero deveria sair candidato a vereador do lado do prefeito.

 

Como presidente da CPI, Cícero se posicionou contrário à suspensão, declarou estar envergonhado com tal decisão

 

RICARDO XAVIER – Em entrevista ao Passando a Régua nesta terça-feira, 9, Ricardo afirmou que antes de fazer a denúncia procurou várias pessoas, inclusive esteve na Câmara de Vereadores, pois queria saber como fazer para falar no Plenário. Disse que estava “apelando” prá muita gente, procurou Vadinho, pois já o conhecia, e que este aceitou ajudar, e o levou até Marília, porém durante seu depoimento na Receita Federal o vereador não esteve presente.

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