segunda, 9 de março de 2026

Dengue: o perigo que pode morar dentro da sua casa

Publicado em 27 mar 2024 - 09:39:59

           

Os casos de da doença sobem consideravelmente em nossa cidade

 

Por Fernando Lima

          O aumento de casos de dengue no Brasil é alerta importante para o combate ao mosquito transmissor da doença, o Aedes Aegypti. No Brasil, segundo o boletim do Ministério da Saúde de 21/03/2024, foram registrados até esta data 2.010.896 casos da doença, com 682 mortes confirmadas e 1042 que estão em investigação. Este número, do início do ano até esta data, já é muito superior ao número total de casos registrado no ano de 2023 inteiro, que foi de 1.658.816.

            Com tantos casos, a doença já é considerada uma epidemia no país e os órgãos tem intensificado as ações de conscientização e de combate ao mosquito, já que boa parte da prevenção é também responsabilidade de todos.
Em Ourinhos foram confirmados 383 casos até o dia 20/03/2024, e possui 3 mortes que estão sendo investigadas. A Secretaria Municipal de Saúde informou que a prefeitura vem realizando ações efetivas com as equipes de controles de vetores, que visitam as casas para procurar, identificar e eliminar possíveis focos do mosquito, bloqueios e nebulizações.

        A cidade ainda conta com os agentes comunitários de saúde, que em suas rotineiras visitas às casas da comunidade, também identificam os possíveis focos e trabalham com a conscientização da população em relação à doença. Ainda não há previsão da chegada da vacina desenvolvida para a dengue na cidade, que já está sendo aplicada em algumas cidades do país, e a prefeitura atenta para a importância da consciência de todos os munícipes no combate ao mosquito.

A dengue é uma doença infecciosa febril aguda, que pode ser branda ou grave dependendo de alguns fatores, entre eles: o vírus envolvido, infecção anterior pelo vírus da dengue e fatores individuais como doenças crônicas (diabetes, asma brônquica, anemia falciforme).
O Glossário de Doenças da Fundação Oswaldo Cruz, órgão ligado ao Ministério da Saúde, apresenta de forma detalhada, a descrição da doença, seus sintomas e tratamentos.

 

 

Quais os sintomas?

            O doente pode apresentar sintomas como febre, dor de cabeça, dores pelo corpo, náuseas ou até mesmo não apresentar qualquer sintoma. O aparecimento de manchas vermelhas na pele, sangramentos (nariz, gengivas), dor abdominal intensa e contínua e vômitos persistentes podem indicar um sinal de alarme para dengue hemorrágica. Esse é um quadro grave que necessita de imediata atenção médica, pois pode ser fatal.

           É importante procurar orientação médica ao surgirem os primeiros sintomas, pois as manifestações iniciais podem ser confundidas com outras doenças, como febre amarela, malária ou leptospirose e não servem para indicar o grau de gravidade da doença.

            Todos os quatro tipos de dengue 1, 2, 3 e 4 podem produzir formas assintomáticas, brandas e graves, incluindo fatais. Deve-se levar em consideração três aspectos:

1. Todos os quatro tipos podem levar a dengue grave na primeira infecção, porém com maior frequência após a segunda ou terceira, sem haver diferença estatística comprovada se após a segunda ou a terceira infecção;

2. Existe uma proporção de casos que têm a infecção subclínica, ou seja, são expostos à picada infectante do mosquito Aedes Aegypti mas não apresentam a doença clinicamente, embora fiquem imunes ao sorotipo com o qual se infectaram; isso ocorre com 20 a 50% das pessoas infectadas;

3. A segunda infecção por qualquer tipo do dengue é predominantemente mais grave que a primeira, independentemente dos sorotipos e de sua sequência. No entanto, os tipos 2 e 3 são considerados mais virulentos.

               É importante lembrar que muitas vezes a pessoa não sabe se já teve dengue por duas razões: uma é que pode ter tido a infecção subclínica (sem sinais e sem sintomas), e outra é pelo fato da facilidade com que o dengue, principalmente nas formas brandas, pode confundir-se com outras viroses febris agudas.

Como se transmite?

          A doença é transmitida pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti. Não há transmissão pelo contato direto com um doente ou suas secreções, nem por meio de fontes de água ou alimento.

Como tratar?

           Todas as pessoas com febre de menos de sete dias durante uma epidemia ou por casos suspeitos de dengue, cuja evolução não é possível predizer, devem procurar tratamento médico onde algumas rotinas estão estabelecidas para o acompanhamento, conforme a avaliação clínica inicial e subsequente, quanto a possibilidade de evolução para gravidade. A hidratação oral (com água, soro caseiro, água de coco), ou venosa, dependendo da fase da doença, é a medicação fundamental e está indicada em todos os casos em abundância. Não devem ser usados medicamentos à base de ácido acetil salicílico e anti-inflamatórios, como aspirina e AAS, pois podem aumentar o risco de hemorragias.

Como se prevenir?

             A melhor forma de se evitar a dengue é combater os focos de acúmulo de água, locais propícios para a criação do mosquito transmissor da doença. Para isso, é importante não acumular água em latas, embalagens, copos plásticos, tampinhas de refrigerantes, pneus velhos, vasinhos de plantas, jarros de flores, garrafas, caixas d´água, tambores, latões, cisternas, sacos plásticos e lixeiras, entre outros.

 

Fontes: Fundação Oswaldo Cruz. Glossário de doenças/Ministério da Saúde. Saúde de A à Z. Imagens: Internet.

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