terça, 10 de março de 2026

DER instala “guard rail’ na Melo Peixoto moradores de bairros da região pedem passarela

Publicado em 21 out 2022 - 08:26:31

           

José Luiz Martins

 

 

No início dessa semana moradores dos bairros Jardim Itamaraty, Jardim Paris, Pacheco Chaves, Vila Nossa Sra. de Fátima e dos conjuntos Habitacionais Choso Misato e Ecovile foram surpreendidos com a colocação de guard rails nas laterais e no canteiro central das duas pistas no trecho da Rodovia Melo Peixoto que corta parte da região sul de Ourinhos.

A implantação do dispositivo de segurança foi realizada no trecho de aproximadamente 800 metros entre o trevo de saída para o estado do Paraná e que dá acesso a esses bairros, até a alça de retorno para quem trafega em sentido contrário.

No trecho muitos moradores desses bairros que frequentemente trafegam a pé, de bicicleta ou moto utilizavam pelo menos três acessos forjados sobre o canteiro central para atravessar a pista de rolamento em sentido a Avenida Domingos Camerlingo Caló e outras ruas nas adjacências.

Comumente motociclistas encurtavam distâncias atravessando a rodovia pelos acessos agora bloqueados com os guard rails, mas agora terão que seguir pela pista até a alça de retorno.

O local tem trafego intenso em horários de pico e sem uma opção que garanta segurança, como uma passarela por exemplo, pedestres e ciclistas ainda continuam se arriscando ao atravessar as duas pistas; agora com mais dificuldade já que terão que pular três muretas de metal.

 

O QUE DIZ O DER – Ao ser questionado sobre a instalação o Departamento de Estradas e Rodagens – DER, informou que a obra é uma ação para dar mais segurança e evitar acidentes. Segundo o órgão, o trecho da rodovia é monitorado para verificar se há necessidade de implantar uma passarela para pedestres no local.

 

OPINIÃO DA POPULAÇÃO – A reportagem do Negocião esteve no local e presenciou vários transeuntes cruzando a pista. Questionados, relataram à reportagem do jornal as dificuldades enfrentadas para transpor com segurança ambos os lados lado da rodovia e da necessidade de uma passarela ligando a saída do Jd. Itamaraty e demais bairros a Avenida Camerlingo Caló.

A avenida é o principal acesso para centro da cidade, aos mais diversos empregadores e ao diversificado comércio em toda extensão da via, numa região com escolas, postos de saúde mais próximos dos bairros isolados pela rodovia.

 

“Depois colocaram essas defensas de metal aqui ficou mais difícil para atravessar. A gente vê as crianças que vão e vem pra escola todo dia se arriscando e quase caindo ao pular para atravessar do outro lado, às vezes pessoas de mais idade que vão até o supermercado logo ali [do outro lado da rodovia] se arriscando tentando pular, ficou mais difícil”, relatou o professor de lutas marciais Ademir Mariano da Cunha, morador do Jardim Itamaraty há 19 anos.

professor de lutas marciais Ademir Mariano da Cunha, morador do Jardim Itamaraty

 

Para ele a intenção pode ter sido boa, mas tem que pensar na população em primeiro lugar, “não viram o lado dos pedestres que precisam passar para o outro lado”.

Segundo Ademir mesmo sem os guard rails atravessar a pista já era um problemão e ficou pior, levaram em conta só os veículos, “são muitas pessoas que têm a necessidade de passar por ali diariamente. Pra mim a melhor intenção mesmo aqui seria uma passarela e faz tempo. Só que eles não pensaram no povo, fizeram uma coisa sem pensar que estão criando uma dificuldade a mais”.

 

José Clóvis Molini

José Clóvis Molini, aposentado, residente no Jardim Itamaraty disse à reportagem que passa pelo trecho na maioria das vezes de carro e de vez em quando atravessa a pista a pé. Disse que muita gente usava as aberturas no canteiro da rodovia para ir do outro lado, pedestres e principalmente motociclistas e pessoas de bicicleta. “Colocaram isso aí, mas o pessoal de bicicleta e a pé vão continuar atravessando, só que agora tem que pular também. Quem só anda a pé não tem carro pra ir do outro lado vai passar por esse trevo aqui que já teve atropelamento. Até já ouvi falar que iam por uma passarela, mas até agora nada”.

 

Leonice Maximiano Lemes

A aposentada Leonice Maximiano Lemes, moradora há 35 anos em uma rua às margens da rodovia, é testemunha do problema da falta de uma passarela sobre a pista, “aqui é muito perigoso, tem acidente e já aconteceu morte feia nesse nosso trechinho, tem pessoas mais idosas do que eu que precisa passar ali pra ir no mercado e tem que tá pulando canteiro. Não tem como né, não é de hoje que precisa dessa passarela, mas só tem promessa”, reclamou.

 

José Gomes

José Gomes, aposentado, residente no Jd. Paris, disse que as vezes precisa atravessar a pista e é complicado para ele e não facilita a vida de muita gente. “Às vezes a gente tem que ir no comércio do lado de lá e não tem outro jeito se não cortar caminho pela pista. Os motoqueiros agora vão ter que dar a volta lá no fim do mundo pra poder entrar na avenida, é muito longe pra fazer o retorno. A pé ou de bicicleta ainda dá para encurtar o caminho. Olha, não sei porque ainda não fizeram uma passarela aqui, a gente não tem proteção”.

 

Erci da Silva

A viúva aposentada Erci da Silva, que mora nas imediações, disse que até evita ir ao supermercado – a cerca de cem metros da rodovia, por conta da dificuldade que ela tem para atravessar a pista, “tenho medo e quando lembro que tenho que atravessar penso duas vezes pra ir no mercado, fazer sacolão, que é mais em conta. Antes era mais fácil e eu não consigo pular a cerca que colocaram, uso marca passo e agora ficou longe pra mim, tem que andar muito”, reclamou.

 

Gabriel Henrique Arantes dos Santos

Já o estudante Gabriel Henrique Arantes dos Santos, do Pacheco Chaves, revelou que atravessar a pista de bicicleta faz parte de sua rotina diária e de vários conhecidos seus. “Não sou só eu que tenho que passar por aqui todo dia para trabalhar e ir à escola, conheço muita gente que faz o mesmo e agora colocaram essas cancelas aí, fica mais difícil, isso aí não vai dar mais segurança pra atravessar não temos alternativa sem correr risco”, observou.

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